Questão de Estatística — Medidas de Dispersão (Amplitude, Desvio Médio, Variância, Desvio Padrão e Coeficiente de Variação) — VUNESP 2023
Estatística›Medidas de Dispersão (Amplitude, Desvio Médio, Variância, Desvio Padrão e Coeficiente de Variação)
Código
vu073571
Banca
VUNESP
Órgão
DPE-SP
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Agente de Defensoria - Estatístico
Uma variável aleatória tem distribuição normal com média 10 e desvio-padrão 2. Um pesquisador, que desconhece o valor da média, mas conhece as demais informações, quer testar se a média é no máximo 9, a 5% de significância. Para isso, utiliza uma amostra de 16 elementos.Qual é, aproximadamente, o poder do teste conduzido pelo pesquisador?(Para esta questão, considere que, se z tem distribuição normal padrão, então p(–2<z<2) ≅ 0,95, p(–1,6<z<1,6) ≅ 0,90 e p(– 0,4<z<0,4) ≅ 0,30.)
A35%.
B45%.
C60%.
D65%.
E85%.
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GabaritoD — 65%.
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Poder do teste de hipóteses para a média
Gabarito: letra D. O poder do teste é a probabilidade de rejeitar a hipótese nula quando ela é falsa. Neste caso, o pesquisador testa contra , com $ =16$, $ =2$ e $ =5\%$. O poder é calculado sob a média verdadeira $ =10$, resultando em aproximadamente 65%.
O poder de um teste é a probabilidade de rejeitar a hipótese nula quando a hipótese alternativa é verdadeira. Para calculá-lo, precisamos primeiro determinar a região crítica do teste, ou seja, o valor da média amostral a partir do qual rejeitamos . Como o desvio-padrão populacional é conhecido () e a amostra tem tamanho 16, usamos a distribuição normal padrão para a estatística de teste.
A hipótese nula é e a alternativa é (teste unilateral à direita). Ao nível de significância de 5%, o valor crítico de é tal que . Pela informação fornecida, , o que implica . Portanto, .
A estatística de teste é . A região crítica é , ou seja, . Resolvendo, temos . Assim, rejeitamos se a média amostral for maior que 9,8.
O poder do teste é a probabilidade de rejeitar quando a média verdadeira é . Sob , a estatística é . A probabilidade de rejeitar é quando . Padronizando: .
Pela informação fornecida, . Como a distribuição normal é simétrica, . Portanto, .
Caso
Atribuição
Resultado
Região crítica sob (H_0)
Rejeita (H_0)
Sob (H_1)
Cálculo da cauda
(P(-0{,}4 < Z < 0{,}4) \cong 0{,}30)
(P(Z < -0{,}4) = 0{,}35)
Poder do teste
(P(Z > -0{,}4) = 1 - 0{,}35)
(0{,}65 = 65\%)
Alternativa A — ❌ Incorreta
O valor de 35% corresponde à probabilidade de , que é a cauda esquerda da distribuição sob a média verdadeira. A banca inverteu o raciocínio: em vez de calcular a probabilidade de rejeitar (que é a cauda direita, ), usou a cauda esquerda.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O valor de 45% não corresponde a nenhuma probabilidade diretamente calculável com os dados fornecidos. Não há base para esse número, pois as probabilidades dadas são 95%, 90% e 30% para os intervalos de .
Alternativa C — ❌ Incorreta
O valor de 60% não é o resultado do cálculo. O poder é , e não 60%. A banca pode ter tentado aproximar o valor, mas o cálculo exato com as informações fornecidas resulta em 65%.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O poder do teste é a probabilidade de rejeitar quando . Calculamos a região crítica () e, sob a média verdadeira, a probabilidade é . Este é o valor correto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O valor de 85% não corresponde ao cálculo. A probabilidade de é 65%, e não 85%. A banca pode ter confundido com a probabilidade de (que seria 95%), mas o valor correto é 65%.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre a cauda esquerda e a direita da distribuição. O poder é a probabilidade de rejeitar quando a alternativa é verdadeira, que neste caso é a área à direita de (65%). O candidato que calcula a área à esquerda (35%) cai na alternativa A. Lembre-se: o poder é sempre a probabilidade de cair na região crítica sob .
PEGA ESSA DICA!
Para calcular o poder, siga o passo a passo: 1) determine a região crítica sob ; 2) padronize o limite da região crítica sob a média verdadeira (); 3) calcule a probabilidade de a estatística cair na região crítica. Use as probabilidades fornecidas para encontrar as áreas nas caudas.