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Questão de Estatística — Cálculo de Probabilidades — VUNESP 2023

EstatísticaCálculo de Probabilidades
Código
vu073574
Banca
VUNESP
Órgão
DPE-SP
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Agente de Defensoria - Estatístico
Afirma-se que a média de uma variável aleatória é 100. Para se testar esta hipótese a 5% de significância, uma amostra de 100 elementos da variável foi retirada, encontrando-se uma média de 96,4, com desvio-padrão de 20.O teste de hipótese deverá ser:(Para esta questão, considere que, se z tem distribuição normal padrão, então p( 2<z<2) ≅ 0,95 e p(–1,6<z<1,6) ≅ 0,90.)
  1. Abicaudal, e a hipótese nula não deverá ser rejeitada.
  2. Bbicaudal, e a hipótese nula deverá ser rejeitada.
  3. Cmonocaudal, e a hipótese nula não deverá ser rejeitada.
  4. Dmonocaudal, e a hipótese nula deverá ser rejeitada.
  5. Ebicaudal, ou monocaudal, e a hipótese nula deverá ser rejeitada.
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GabaritoA — bicaudal, e a hipótese nula não deverá ser rejeitada.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Teste de hipóteses para a média: bicaudal e decisão

Gabarito: letra A. O teste é bicaudal porque a hipótese nula afirma que a média é igual a 100 (H0: μ = 100) e a alternativa é simplesmente que a média é diferente de 100 (H1: μ ≠ 100), sem direção definida. A estatística de teste calculada é z = -1,8, cujo valor absoluto (1,8) é menor que o valor crítico bicaudal de 1,96 para 5% de significância, portanto a hipótese nula não deve ser rejeitada.

O teste de hipóteses é um procedimento para decidir, com base em uma amostra, se uma afirmação sobre um parâmetro populacional (aqui, a média μ) deve ser aceita ou rejeitada. A hipótese nula (H0) é a afirmação que se quer testar — no caso, μ = 100. A hipótese alternativa (H1) é a negação lógica da nula. Quando a alternativa é do tipo "diferente de" (≠), o teste é bicaudal, pois a região de rejeição se divide nas duas caudas da distribuição. Quando a alternativa é do tipo ">" ou "<", o teste é monocaudal (unilateral), com toda a região de rejeição em uma única cauda.

A estatística de teste para a média, quando o desvio-padrão populacional é conhecido (ou, como aqui, quando a amostra é grande o suficiente para usar o desvio-padrão amostral como aproximação), é dada por:

z=xˉμ0σ/nz = \frac{\bar{x} - \mu_0}{\sigma / \sqrt{n}}

Substituindo os valores do enunciado: média amostral xˉ=96,4\bar{x} = 96,4, média sob H0 μ0=100\mu_0 = 100, desvio-padrão σ=20\sigma = 20 e tamanho amostral n=100n = 100:

z=96,410020/100=3,620/10=3,62=1,8z = \frac{96,4 - 100}{20 / \sqrt{100}} = \frac{-3,6}{20 / 10} = \frac{-3,6}{2} = -1,8

Para um teste bicaudal a 5% de significância, os valores críticos são z = -1,96 e z = +1,96, pois a área entre -1,96 e 1,96 é 0,95 (dado no enunciado: p(-2 < z < 2) ≈ 0,95, e 1,96 é o valor exato para 95%). A regra de decisão é: rejeitar H0 se |z| > 1,96. Como |z| = 1,8 < 1,96, não rejeitamos H0.

A pegadinha da banca está em dois pontos: primeiro, identificar corretamente que o teste é bicaudal (a alternativa "diferente de" é o gatilho); segundo, comparar o valor absoluto da estatística com o valor crítico correto. Muitos candidatos usam o valor crítico monocaudal (1,64) ou confundem a direção da decisão, rejeitando quando deveriam aceitar. Aqui, o valor calculado (1,8) está entre 1,64 e 1,96, o que reforça a necessidade de usar o valor bicaudal.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O teste é bicaudal (H1: μ ≠ 100) e a estatística calculada z = -1,8 tem módulo 1,8, que é menor que o valor crítico bicaudal de 1,96. Portanto, a hipótese nula não deve ser rejeitada ao nível de 5% de significância. A alternativa espelha exatamente o procedimento correto.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que a hipótese nula deveria ser rejeitada. O erro está na decisão: como |z| = 1,8 < 1,96, a amostra não fornece evidência suficiente para rejeitar H0. O valor observado cai na região de aceitação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Classifica o teste como monocaudal. O erro está na natureza da hipótese alternativa: como H1 é μ ≠ 100 (diferente), o teste é bicaudal. Um teste monocaudal seria apropriado apenas se a alternativa fosse direcional (μ > 100 ou μ < 100).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Acumula dois erros: classifica o teste como monocaudal (quando é bicaudal) e afirma que a hipótese nula deveria ser rejeitada (quando não deve, pois |z| < 1,96).

Alternativa E — ❌ Incorreta

Diz que o teste pode ser bicaudal ou monocaudal e que a hipótese nula deveria ser rejeitada. O teste é inequivocamente bicaudal, e a decisão correta é não rejeitar H0. A alternativa mistura as duas possibilidades de forma incorreta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre teste bicaudal e monocaudal. O enunciado diz "a média é 100" e a alternativa é "diferente de 100" — isso define o teste bicaudal. Além disso, o valor calculado (1,8) está entre o crítico monocaudal (1,64) e o bicaudal (1,96): se você usar o valor errado, decide errado. Fique atento: a palavra "diferente" ou "igual" no contexto da hipótese alternativa é o sinal de bicaudal.

PEGA ESSA DICA!

Para decidir o tipo de teste, olhe a hipótese alternativa: se ela usa "≠", é bicaudal; se usa ">" ou "<", é monocaudal. Na hora de comparar, use sempre o valor absoluto da estatística com o valor crítico correspondente ao tipo de teste. Treine com questões que misturam os dois tipos para fixar o reflexo.

Gabarito: letra A

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