Questão de Português — Coesão e coerência — VUNESP 2023
Português›Coesão e coerência
Código
vu073801
Banca
VUNESP
Órgão
DPE-SP
Ano
2023
Nível
Médio
Cargo
Oficial de Defensoria
Na passagem “Ah! não veremos mais essas palavras, em diagonal, por cima das janelas…”, observa-se que o narrador exprime
Aum desabafo, misturando a sua perspectiva e a de seus leitores de que é melhor que as casas coloridas desapareçam logo.
Buma lamentação, evidenciando a sua perspectiva de que a tendência é que as casas coloridas venham a desaparecer.
Cuma indiferença, com a sua perspectiva de que é impossível evitar o desaparecimento das casas coloridas.
Duma ironia, manifestando a perspectiva dos leitores de que as casas coloridas sobreviverão aos arranha-céus.
Eum desalento, com a sua perspectiva e a de seus leitores de que será difícil a convivência entre as casas coloridas e os arranha-céus.
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GabaritoB — uma lamentação, evidenciando a sua perspectiva de que a tendência é que as casas coloridas venham a desaparecer.
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Tom e intencionalidade na crônica "Casas amáveis"
Gabarito: letra B. A passagem “Ah! não veremos mais essas palavras, em diagonal, por cima das janelas…” revela uma lamentação do narrador, que constata com tristeza a tendência de desaparecimento das casas coloridas. O texto anterior descreve com afeto esses elementos e o parágrafo seguinte conclui: “Afinal, tudo serão arranha-céus.” A exclamação “Ah!” e o tom nostálgico de todo o texto confirmam o lamento.
“Ah! não veremos mais essas palavras, em diagonal, por cima das janelas, de cortininhas arregaçadas, com um gatinho dormindo no peitoril. Afinal, tudo serão arranha-céus.”
O narrador não demonstra alívio, indiferença, ironia ou desalento quanto à convivência – ele simplesmente lamenta a perda inevitável.
Alternativa A — ❌ Incorreta
“um desabafo, misturando a sua perspectiva e a de seus leitores de que é melhor que as casas coloridas desapareçam logo.” Erro: contradiz o texto – o narrador não acha melhor que desapareçam; ao contrário, ele valoriza as casas e se entristece com o fim. A ideia de “desabafo” não se sustenta porque não há alívio ou liberação de tensão, e sim tristeza.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“uma lamentação, evidenciando a sua perspectiva de que a tendência é que as casas coloridas venham a desaparecer.” Acerto: a exclamação “Ah!” e o contexto de perda iminente (não veremos mais) indicam lamento. O narrador reconhece a tendência de substituição por arranha-céus, como conclui no parágrafo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“uma indiferença, com a sua perspectiva de que é impossível evitar o desaparecimento das casas coloridas.” Erro: o texto é carregado de emoção (afeto pelas casas, tristeza pela perda), não há indiferença. A constatação de impossibilidade não anula o lamento.
Alternativa D — ❌ Incorreta
“uma ironia, manifestando a perspectiva dos leitores de que as casas coloridas sobreviverão aos arranha-céus.” Erro: não há ironia; o narrador fala sério. Além disso, o texto afirma o contrário: elas desaparecerão (“não veremos mais”).
Alternativa E — ❌ Incorreta
“um desalento, com a sua perspectiva e a de seus leitores de que será difícil a convivência entre as casas coloridas e os arranha-céus.” Erro: o texto não fala em convivência difícil, mas em substituição total (“tudo serão arranha-céus”). O sentimento é de lamento, não de desalento (falta de ânimo para agir). O narrador aceita a tendência com tristeza, não com desânimo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca usa termos próximos (desabafo, desalento) que parecem sinônimos de lamentação, mas cada um carrega matizes diferentes. A correta é a que capta exatamente o tom de tristeza pela perda inevitável.