Política Criminal de Enfrentamento ao Tráfico de Drogas
Gabarito: letra B. A principal causa do encarceramento feminino no Brasil é o tráfico de drogas, fato amplamente documentado por estatísticas oficiais (INFOPEN). As demais alternativas contêm erros conceituais ou históricos.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A Política de Redução de Danos é uma abordagem de saúde pública que busca minimizar os riscos do uso de drogas, sem necessariamente exigir a abstinência. Ela não pressupõe militarização; pelo contrário, opõe-se ao modelo bélico de "guerra às drogas".
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Dados do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (INFOPEN) indicam que, entre as mulheres presas, o crime de tráfico de drogas responde por mais de 60% dos casos, sendo a principal causa do encarceramento feminino no Brasil.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A Lei 11.343/2006 (Lei de Drogas) prevê, em seu artigo 28, que o porte de drogas para consumo próprio não é punido com pena privativa de liberdade, mas com advertência, prestação de serviços à comunidade e medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. Portanto, a afirmação de que o autor "sujeita-se à pena privativa de liberdade" é incorreta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Historicamente, a chamada "guerra às drogas" tem origem no século XX, com destaque para a proibição do ópio nos EUA e a Convenção de Haia (1912). O contexto citado (Império Britânico proibindo a venda de ópio por preocupação com a saúde chinesa) é falso: na verdade, os britânicos foram os grandes comerciantes de ópio na China, e as Guerras do Ópio (século XIX) foram travadas para forçar a abertura do mercado chinês à droga.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Descriminalização não significa liberação total. Ela consiste em retirar a conduta da esfera penal (deixando de ser crime), mas pode manter sanções administrativas ou civis (multa, advertência, etc.). A liberação total do consumo e comércio, sem qualquer punição, é conceito de legalização, não de descriminalização.