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Questão de Raciocínio Lógico — Proposições Simples e Compostas e Operadores Lógicos — VUNESP 2023

Raciocínio LógicoProposições Simples e Compostas e Operadores Lógicos
Código
vu074359
Banca
VUNESP
Órgão
PC-SP
Ano
2023
Nível
Médio
Cargo
Investigador de Polícia
Após a investigação de um crime, foram identificadas como verdadeiras as seguintes afirmações levantadas durante a investigação e, portanto, passaram a ser premissas do relatório final:I. Alfa não é uma cúmplice.II. Se Beta é uma cúmplice, então Gama não é a autora.III. Se Gama não é a autora ou Delta não é uma das mandantes, então Alfa é uma cúmplice.IV. Se Delta não é uma das mandantes, então Épsilon não é o coautor e Zeta é um dos mandantes.Uma das conclusões que decorrem das premissas verdadeiras apresentadas e forma, juntamente com essas premissas, um argumento válido para ser utilizado no relatório final é que
  1. AÉpsilon é o coautor.
  2. BBeta é uma cúmplice.
  3. CÉpsilon não é o coautor.
  4. DZeta é inocente.
  5. EBeta não é uma cúmplice.
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GabaritoE — Beta não é uma cúmplice.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Lógica proposicional – Dedução a partir de premissas

Gabarito: letra E. A partir das premissas, deduz-se que Beta não é cúmplice. Utilizamos a simbologia: A = Alfa é cúmplice; B = Beta é cúmplice; G = Gama é autora; D = Delta é mandante; E = Épsilon é coautor; Z = Zeta é mandante. As premissas são:

I. ¬A II. B → ¬G III. (¬G ∨ ¬D) → A IV. ¬D → (¬E ∧ Z)

Considerando todas verdadeiras e iniciando com ¬A (Alfa não é cúmplice), temos:

  • De III: (¬G ∨ ¬D) → A. Como A é falso, o antecedente deve ser falso, ou seja, ¬(¬G ∨ ¬D) ≡ G ∧ D. Logo, Gama é autora (G verdadeiro) e Delta é mandante (D verdadeiro).

  • De II: B → ¬G. Como G é verdadeiro, ¬G é falso. Para a condicional ser verdadeira, B deve ser falso. Portanto, Beta não é cúmplice (¬B).

  • De IV: ¬D → (¬E ∧ Z). Como D é verdadeiro, ¬D é falso, e a condicional é verdadeira independentemente do consequente. Assim, nada se conclui sobre Épsilon ou Zeta.

As alternativas:

Caso

Atribuições (A, B, G, D, E, Z)

Resultado

1

A=F (premissa I)

Premissa verdadeira

2

De III: (¬G ∨ ¬D) → A. Como A=F, antecedente deve ser falso → ¬(¬G ∨ ¬D) ≡ G ∧ D. Logo G=V, D=V

Premissa III verdadeira

3

De II: B → ¬G. Como G=V, ¬G=F. Para condicional ser verdadeira, B=F

Premissa II verdadeira

4

De IV: ¬D → (¬E ∧ Z). Como D=V, ¬D=F, condicional é verdadeira independente de ¬E e Z

Premissa IV verdadeira

Conclusão

B=F (Beta não é cúmplice)

Argumento válido → alternativa E

Alternativa A — ❌ Incorreta

Épsilon é o coautor – não é possível concluir, pois a premissa IV não fornece informação sobre Épsilon quando D é verdadeiro.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Beta é uma cúmplice – contradiz a dedução de que Beta não é cúmplice.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Épsilon não é o coautor – idem, não se pode concluir.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Zeta é inocente – a premissa IV apenas afirma Zeta como mandante se ¬D fosse verdadeiro, o que não ocorre.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Beta não é uma cúmplice – conclusão direta da análise lógica, conforme demonstrado.

A resolução mostra que a única conclusão necessária é a negação de Beta como cúmplice, pois as demais proposições permanecem indeterminadas.

Gabarito: letra E.

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