Compreensão textual – Tempo como privilégio
Gabarito: letra D. A alternativa D é a única que se sustenta integralmente no texto: a autora afirma que "Num século em que gerenciar o tempo se tornou privilégio" (3º parágrafo), ou seja, dispor de tempo é algo restrito a poucas pessoas. As demais alternativas ou extrapolam o que o texto diz, ou contradizem-no, ou atribuem causas inexistentes.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A autora relaciona o aumento da ansiedade à aceleração do tempo, não ao "pouco rendimento no trabalho". O texto diz: "a consequência dessa aceleração vem provocando quadros de ansiedade". A alternativa extrapola ao criar uma causa que não está no texto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O texto afirma que a obra de Carroll pode simbolizar a angústia humana, mas não diz que ele antecipou o aumento de casos de sofrimento psíquico. É uma extrapolação interpretativa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A contagem do tempo pelo relógio é um fenômeno histórico, mas a "mobilização integral da nossa vida para o trabalho" é atribuída, no texto, ao arranjo neoliberal, não exclusivamente ao relógio. O trecho final do 4º parágrafo: "questão do tempo na perspectiva desse arranjo... neoliberal, que leva a uma mobilização integral". A alternativa restringe a causa ao relógio, contradizendo a complexidade apontada.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Literalmente no texto: "Num século em que gerenciar o tempo se tornou privilégio". A ideia de que dispor de tempo é exclusividade de poucos é uma paráfrase direta dessa passagem.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A autora não defende que compartimentar o tempo leva a uma rotina equilibrada; pelo contrário, ela aponta que essa compartimentação disciplinar (tempo de trabalho × tempo livre) gera aceleração e sofrimento psíquico. A alternativa contradiz o texto.
Conclusão: Apenas a alternativa D reproduz fielmente o que a autora afirma no texto, sem acréscimos ou distorções.