O ensino de Takeo Sawada: pintura, poesia e criatividade
Gabarito: letra C. A alternativa C é a única inteiramente sustentada pelo texto: a pintura, no ensino de Sawada, aliava-se a uma visão poética da vida que estimulava a postura criativa dos alunos. Essa conclusão decorre diretamente do depoimento da ex-aluna Carmo Malacrida e da própria fala do artista, ambos transcritos no 4º parágrafo.
A questão cobra compreensão textual (localização de informação explícita). O enunciado pede a afirmação correta "a respeito do trabalho desenvolvido por Takeo Sawada". Vejamos cada alternativa:
Alternativa A — ❌ Incorreta
O texto afirma exatamente o contrário. Sawada declarou: "Ensinar criança não é para criar artista, é para formar uma boa pessoa, uma pessoa de paz…". Logo, ele não era favorável à formação profissional de artistas.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O texto diz que ele "ganhou um kit de desenho do pai", mas não menciona que o pai lhe ensinou técnicas de desenho. A alternativa extrapola ao acrescentar essa informação.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O 4º parágrafo relata que Carmo "aprendeu com ele a ver o mundo de forma poética" e que o mestre dizia: "não termos medo do vazio do papel, que na folha grande há muito espaço para desenhar e pintar". Isso comprova que o ensino de pintura estava unido a uma visão poética que inspirava criatividade.
"Inspirada pelo mestre, Carmo dá aulas de artes para crianças há 22 anos, e diz que aprendeu com ele a ver o mundo de forma poética. ‘Ele nos preparava para a vida, queria que criássemos livremente. Dizia para não termos medo do vazio do papel…’"
Alternativa D — ❌ Incorreta
O texto informa que as aulas "incluíam desde passeios ao ar livre a exercícios de técnicas de desenho e pintura no ateliê". Não há priorização dos espaços abertos em detrimento dos fechados; a afirmação de que o curso "priorizava" a pintura ao ar livre é uma restrição indevida.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Sawada fundou seu próprio curso de artes visuais, não educou crianças em escolas regulares. A dificuldade com a língua portuguesa é citada no texto apenas como obstáculo pessoal, não como razão para um suposto ensino em escolas regulares. Extrapolação.
Conclusão: A única alternativa que encontra amparo direto no texto é a C.