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Questão de Auditoria — Processo de Auditoria — VUNESP 2023

AuditoriaProcesso de Auditoria
Código
vu075010
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Jaguariúna - SP
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Auditor Fiscal Tributário
No contexto do planejamento de auditoria, o auditor necessita determinar a materialidade da auditoria. Nesse contexto, é corretor afirmar que
  1. Aa materialidade é aplicada pelo auditor na execução da auditoria, objetivando, tão somente, a seleção de testes de auditoria.
  2. Bao planejar a auditoria, o auditor não pode exercer julgamento sobre as distorções que são consideradas relevantes, principalmente porque esses julgamentos fornecem a base para determinar a natureza, a época e a extensão de procedimentos de avaliação de risco. Portanto, tal procedimento deverá ser matemático.
  3. Co auditor deve determinar a materialidade para execução da auditoria com o objetivo de avaliar os riscos de distorções relevantes e determinar a natureza, a época e a extensão de procedimentos adicionais de auditoria.
  4. Ddistorções, incluindo comissões, são consideradas imateriais quando for razoavelmente esperado que essas possam, individualmente ou em conjunto, influenciar as decisões econômicas de usuários tomadas com base nas demonstrações contábeis.
  5. Eo objetivo do auditor é aplicar o conceito de materialidade adequadamente no fechamento da execução da auditoria, por ocasião da preparação de seu relatório.
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GabaritoC — o auditor deve determinar a materialidade para execução da auditoria com o objetivo de avaliar os riscos de distorções relevantes e determinar a natureza, a época e a extensão de procedimentos adicionais de auditoria.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Materialidade no Planejamento da Auditoria

Gabarito: letra C. A materialidade na auditoria é determinada já no planejamento com o objetivo de avaliar os riscos de distorção relevante e subsidiar a definição da natureza, época e extensão dos procedimentos adicionais de auditoria, conforme estabelecido nas NBCs TA 200 e 320. A alternativa C reproduz exatamente esse conceito, enquanto as demais contêm erros conceituais ou restrições indevidas.

O conceito de materialidade é aplicado pelo auditor tanto no planejamento quanto na execução e na avaliação das distorções (NBC TA 200, item 6). Julgamentos sobre materialidade envolvem a percepção das necessidades dos usuários e consideram o tamanho e a natureza das distorções. Não se trata de um cálculo meramente matemático, e o auditor exerce julgamento profissional (item 16 da NBC TA 200). A determinação da materialidade para execução é feita justamente para orientar os procedimentos de auditoria (NBC TA 320).

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a materialidade é aplicada "tão somente" na execução e apenas para seleção de testes. Na verdade, a materialidade é aplicada também no planejamento e na avaliação de distorções, e serve a múltiplos propósitos (avaliação de riscos, determinação de procedimentos, avaliação de achados). A restrição "tão somente" torna a assertiva falsa.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que o auditor "não pode exercer julgamento" e que o procedimento "deverá ser matemático". Isso contraria frontalmente as NBCs TA, que exigem o exercício do julgamento profissional (item 16) e do ceticismo profissional (item 15) durante todo o planejamento e execução. A materialidade não é determinada por fórmula matemática fixa; depende de julgamento com base nas circunstâncias.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa reproduz o papel central da materialidade no planejamento: avaliar os riscos de distorções relevantes e determinar a natureza, a época e a extensão de procedimentos adicionais de auditoria. Esse é o objetivo da delimitação da materialidade para execução, conforme previsto na NBC TA 320, em sintonia com os objetivos gerais da auditoria (NBC TA 200, item 11).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Apresenta a definição de materialidade de forma invertida. A assertiva diz que distorções são consideradas imateriais quando podem influenciar as decisões dos usuários. Na verdade, são consideradas relevantes (materiais) quando podem influenciar. A definição correta está no item 6 da NBC TA 200: "distorções ... são consideradas relevantes se for razoável esperar que ... influenciem as decisões econômicas". O termo "comissões" também é estranho ao conceito; o correto é "omissões".

Alternativa E — ❌ Incorreta

Restringe a aplicação da materialidade ao "fechamento da execução da auditoria, por ocasião da preparação de seu relatório". A materialidade é aplicada ao longo de todo o processo: no planejamento, na execução e na avaliação das distorções (NBC TA 200, item 6). O relatório final é apenas um dos momentos, mas não o único.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os termos "material" e "imaterial" (alternativa D) e a ideia de que a materialidade serve apenas a um único propósito ou momento. Lembre-se: a materialidade é um conceito transversal, aplicado do planejamento à conclusão, e exige julgamento profissional, não uma fórmula matemática.

Gabarito: letra C.

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