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Questão de Direito Penal — Legislação Penal Especial — VUNESP 2023

Direito PenalLegislação Penal Especial
Código
vu075115
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Jundiaí - SP
Ano
2023
Nível
Médio
Cargo
Guarda Municipal
Proprietário de pequeno bar obteve autorização para portar arma de fogo, motivo pelo qual passou a levá-la para seu local de trabalho. Após discussão política entre clientes já embriagados, atirou para o alto a fim de interromper o conflito. Assustados com o barulho, os vizinhos acionaram a polícia.Com relação ao caso descrito e com base no Estatuto do Desarmamento, é correto afirmar que o proprietário do bar:
  1. Aresponderá pelo crime de posse irregular de arma de fogo, uma vez que a autorização se restringe a mantê-la no interior de sua residência.
  2. Bresponderá pelo crime de disparo de arma de fogo.
  3. Cperderá autorização de porte de arma de fogo por portá-la em local propício à embriaguez.
  4. Dterá que pagar multa correspondente ao dobro do valor relativo ao registro.
  5. Epoderá comercializar sua arma de fogo para pessoa física após o incidente, caso manifeste o desejo de não mais possuí-la.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — responderá pelo crime de disparo de arma de fogo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estatuto do Desarmamento – Disparo de arma de fogo

Gabarito: letra B. O proprietário do bar, mesmo tendo porte de arma autorizado, efetuou disparo para o alto em local habitado (adjacências do bar), conduta que se enquadra no crime de disparo de arma de fogo previsto no art. 15 da Lei 10.826/2003. Não há crime de posse irregular (art. 12) ou porte ilegal (art. 14) porque ele possuía autorização válida. As demais alternativas são incorretas.

A banca testa a distinção entre os crimes da Lei de Armas: posse irregular (art. 12 – arma em casa ou local de trabalho sem autorização), porte ilegal (art. 14 – portar sem autorização) e disparo de arma de fogo (art. 15 – disparar em lugar habitado). O fato de o agente ter porte legal não exclui o crime de disparo, que é autônomo.

Instituto

Conduta típica

Autorização de porte exclui o crime?

Local do fato relevante?

Previsão legal

Posse irregular (art. 12)

Manter arma em residência ou local de trabalho sem autorização

Sim (se houver porte, não há o crime)

Sim (residência ou trabalho)

Lei 10.826/2003, art. 12

Porte ilegal (art. 14)

Portar arma sem autorização

Sim (se houver porte, não há o crime)

Sim (fora de casa)

Lei 10.826/2003, art. 14

Disparo de arma de fogo (art. 15)

Disparar arma em lugar habitado ou em via pública

Não (crime autônomo)

Sim (lugar habitado ou via pública)

Lei 10.826/2003, art. 15

1Posse irregular (art. 12)
Arma em casa/local de trabalho
Sem autorização
2Porte ilegal (art. 14)
Portar arma
Sem autorização
3Disparo de arma de fogo (art. 15)
Disparar em lugar habitado
Independe de porte autorizado
Crimes da Lei de Armas (10.826/2003)
LEVELsoulevel.com.br
Crimes da Lei de Armas (10.826/2003): Posse irregular (art. 12) (Arma em casa/local de trabalho, Sem autorização); Porte ilegal (art. 14) (Portar arma, Sem autorização); Disparo de arma de fogo (art. 15) (Disparar em lugar habitado, Independe de porte autorizado)

Alternativa A — ❌ Incorreta

O proprietário tinha autorização de porte, portanto não cometeu o crime de posse irregular de arma de fogo (art. 12 da Lei 10.826/2003). A autorização de porte permite portar a arma fora de casa, inclusive no local de trabalho, desde que cumpridas as condições. A alternativa confunde posse (art. 12) com porte (art. 10).

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Ao disparar a arma para o alto em local habitado (o bar, em área urbana), o proprietário praticou o crime de disparo de arma de fogo, tipificado no art. 15 da Lei 10.826/2003, independentemente de ter porte autorizado. A conduta não se confunde com o porte ilegal ou posse irregular.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A perda automática do porte prevista no art. 10, §2º da Lei 10.826/2003 ocorre se o portador for detido ou abordado em estado de embriaguez ou sob efeito de substâncias químicas. No caso, o proprietário não estava embriagado; os clientes é que estavam. Portanto, não há previsão legal de perda automática por portar arma em local propício à embriaguez.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Não há disposição legal no Estatuto do Desarmamento que determine multa correspondente ao dobro do valor do registro para a situação descrita. A multa aplicada ao crime de disparo é a prevista no art. 15 (multa genérica), sem relação com o valor do registro.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A comercialização de arma de fogo entre pessoas físicas depende de autorização do Sinarm, conforme art. 4º, §5º da Lei 10.826/2003. Não é permitida livremente após o incidente. Além disso, o fato de não mais querer possuir a arma não autoriza a venda direta a terceiro sem o devido controle.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato levando-o a pensar que, por ter porte autorizado, o disparo não seria crime (alternativa A) ou que haveria perda automática do porte (alternativa C). Lembre-se: o crime de disparo de arma de fogo (art. 15) é autônomo e não exige ausência de porte; basta disparar em lugar habitado ou adjacências. A embriaguez que gera perda do porte é a do portador, não de terceiros.

Gabarito: letra B.

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