A norma-padrão de regência verbal e nominal foi observada na frase:
AÉ importante lembrarmos de que médicos prescrevem medicamentos baseados em relatos feitos do paciente.
BA incapacidade a certos remédios de fazerem o efeito desejado tem a ver com as características do doente.
CO grupo emitiu um aviso salientando com que o acesso aos recursos mais caros pode não ser suficiente.
DA necessidade de a população ser alertada se dá pelo aumento no uso indiscriminado de remédio.
EHá doenças autoimunes conhecidas que afetam aos mais diversos tipos de pessoas com as mais diversas idades.
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GabaritoD — A necessidade de a população ser alertada se dá pelo aumento no uso indiscriminado de remédio.
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Questão de Regência Verbal e Nominal
Gabarito: letra D. A única alternativa que respeita a norma-padrão de regência verbal e nominal é a D. As demais apresentam erros na escolha de preposições ou na estrutura dos complementos.
A questão exige que identifiquemos a frase em que tanto a regência verbal (verbo + complementos) quanto a regência nominal (nome + complementos) estão de acordo com a gramática normativa. Vamos analisar cada alternativa com base nas regras de regência do português culto.
Fonte das regras: Conteúdo de apoio (resumo de gramática) — seções "Regência Verbal" e "Regência Nominal".
Alternativa
Análise de Regência
Erro(s)
Conclusão
A
Verbal: "lembrarmos de que" — verbo "lembrar" sem pronome exige complemento direto ou pronominal "lembrar-se de". Nominal: "feitos do paciente" — preposição "de" indica posse, mas o agente da passiva deveria ser "pelo".
Regência verbal incorreta (deveria ser "lembrarmos que" ou "nos lembrarmos de que"); regência nominal inadequada.
❌ Incorreta
B
Nominal: "incapacidade a" — o substantivo "incapacidade" rege a preposição "de", não "a".
Regência nominal errada.
❌ Incorreta
C
Verbal: "salientando com que" — o verbo "salientar" é transitivo direto, não exige preposição "com".
Regência verbal errada (deveria ser "salientando que").
❌ Incorreta
D
Nominal: "necessidade de" — correta. Verbal: "se dá pelo aumento" — verbo "dar-se" com sentido de "ocorrer" rege a preposição "por" para indicar causa.
Nenhum erro.
✅ Correta
E
Verbal: "afetam aos" — o verbo "afetar" é transitivo direto, não admite preposição "a".
Regência verbal errada (deveria ser "afetam os").
❌ Incorreta
Alternativa A — ❌ Incorreta
A frase apresenta dois problemas de regência:
Regência verbal: O verbo "lembrar" no infinitivo pessoal "lembrarmos" está acompanhado da preposição "de" e da conjunção "que". Na norma culta, quando não é pronominal ("lembrar-se"), o verbo "lembrar" é transitivo direto, ou seja, não exige preposição. O correto seria "lembrarmos que" (sem "de") ou, se quisermos usar a forma pronominal, "nos lembrarmos de que".
Regência nominal: A expressão "feitos do paciente" sugere que o paciente é o agente dos relatos, mas a preposição "de" indica posse ou origem, não agente. O adequado seria "feitos pelo paciente" (agente da passiva).
Portanto, a alternativa fere a regência padrão.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O substantivo "incapacidade" rege a preposição "de", e não "a". A construção correta seria "incapacidade de certos remédios de fazerem o efeito desejado...". A presença de "a" configura erro de regência nominal.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O verbo "salientar" é transitivo direto, ou seja, seu complemento é ligado diretamente, sem preposição. A frase traz a preposição "com" antes do "que", o que é inadequado. O correto seria "salientando que o acesso...".
Alternativa D — ✅ Correta (gabarito)
Nesta alternativa, a regência está perfeita:
Regência nominal: "necessidade de" — o substantivo "necessidade" exige a preposição "de", que introduz a oração subordinada completiva nominal "de a população ser alertada".
Regência verbal: "se dá pelo aumento" — o verbo "dar-se" no sentido de "ocorrer, acontecer" rege a preposição "por" (contração com o artigo "o") para indicar a causa. A construção é natural e culta.
Não há qualquer vício de regência.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O verbo "afetar" é transitivo direto: afeta algo ou alguém. A preposição "a" antes de "os mais diversos tipos" é indevida. A forma correta seria "afetam os mais diversos tipos de pessoas". Note que "aos" é contração da preposição "a" + artigo "os", o que agrava o erro.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora erros comuns de regência, como o uso de "a" com verbos transitivos diretos ("afetar") e a troca de preposições em nomes ("incapacidade a" por "de"). A única alternativa que escapa dessas armadilhas é a D.
PEGA ESSA DICA!
Para resolver questões de regência, identifique primeiro a transitividade do verbo ou a preposição exigida pelo nome. Consulte a lista de regências mais frequentes (lembrar, assistir, implicar, etc.). Desconfie sempre de preposições que pareçam "estranhas" ao verbo — como "salientar com".