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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — VUNESP 2023

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
vu076529
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Pindamonhangaba - SP
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico Ambulatorial em Clínicas Básicas e Especialidades - Clínico Geral
Um paciente hipertenso em uso de enalapril 10 mg faz uso de 3 latas de cerveja ao dia, mas aumenta com dose de destilados nos fins de semana. Ultimamente, vem tendo crises de dispneia e edema de membros inferiores que pioram nos domingos e segundas-feiras.Entre os fatores relacionados ao álcool neste quadro, está(ão):
  1. Avasodilatação direta do álcool e hipotensão.
  2. Befeito inotrópico negativo e arritmogênico do álcool.
  3. Credução da absorção de folatos.
  4. Dvasodilatação relacionada ao efeito agudo no fígado.
  5. Eaumento da pressão arterial relacionado ao álcool e à carência de tiamina.
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GabaritoB — efeito inotrópico negativo e arritmogênico do álcool.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Efeitos do álcool no coração e na pressão arterial

Gabarito: letra B. O álcool exerce efeito inotrópico negativo (deprime a contratilidade miocárdica) e é arritmogênico, o que, somado ao consumo excessivo, pode precipitar crises de insuficiência cardíaca — exatamente o quadro de dispneia e edema que piora após os excessos de fim de semana. As demais alternativas descrevem efeitos que não se aplicam ao caso ou que são fisiologicamente incorretos.

O paciente em questão é hipertenso, usa enalapril (um inibidor da ECA) e consome álcool de forma abusiva — 3 latas de cerveja por dia, com aumento de destilados nos fins de semana. O quadro de dispneia e edema de membros inferiores, que piora aos domingos e segundas-feiras, é típico de descompensação de insuficiência cardíaca precipitada pelo excesso alcoólico. O álcool tem efeitos diretos sobre o miocárdio: é um depressor da contratilidade (inotrópico negativo) e pode provocar arritmias, especialmente em consumo agudo e intenso — o chamado "coração de fim de semana" ou "holiday heart syndrome". Além disso, o consumo crônico e elevado de álcool está associado ao aumento da pressão arterial, e não à hipotensão, como algumas alternativas sugerem.

É importante distinguir os efeitos agudos e crônicos do álcool. No consumo agudo, há uma leve vasodilatação periférica, mas o efeito predominante no hipertenso é o aumento da PA, especialmente com o consumo crônico. O álcool também interfere no metabolismo de várias vitaminas, como os folatos e a tiamina, mas esses efeitos não explicam diretamente o quadro agudo de dispneia e edema. A carência de tiamina, por exemplo, pode levar à cardiomiopatia beribérica, mas não é o mecanismo principal no episódio descrito.

A pegadinha da questão está em associar o álcool à vasodilatação e hipotensão, quando na verdade o consumo crônico eleva a PA, e em atribuir o quadro à carência de tiamina, que é uma complicação tardia do alcoolismo, não o gatilho imediato da descompensação. O que decide a questão é o efeito cardiotóxico direto do álcool: inotrópico negativo e arritmogênico.

Efeitos do álcool
  • 1Agudos
    • Leve vasodilatação periférica
    • Inotrópico negativo (deprime contratilidade)
    • Arritmogênico (fibrilação atrial)
  • 2Crônicos
    • Aumento da PA
    • Carência de tiamina (beribéri)
    • Redução da absorção de folatos
  • 3Descompensação cardíaca
    • Dispineia
    • Edema de MMII
    • Piora após excessos (fim de semana)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o álcool causa vasodilatação direta e hipotensão. Embora o álcool possa causar uma leve vasodilatação periférica aguda, o efeito predominante no hipertenso, especialmente com consumo crônico e abusivo, é o aumento da pressão arterial. A hipotensão não é o mecanismo que explica a dispneia e o edema. O erro está em inverter o efeito pressórico do álcool.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O álcool tem efeito inotrópico negativo (diminui a força de contração do miocárdio) e é arritmogênico (favorece o surgimento de arritmias, como a fibrilação atrial). Esses efeitos, especialmente em consumo agudo e intenso, podem precipitar ou agravar a insuficiência cardíaca, explicando a dispneia e o edema que pioram após os excessos de fim de semana. É o mecanismo central do quadro descrito.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O álcool pode reduzir a absorção de folatos, mas isso está relacionado a anemia megaloblástica e outras complicações hematológicas, não ao quadro agudo de dispneia e edema. Não é o mecanismo que explica a descompensação cardíaca do paciente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Não existe "vasodilatação relacionada ao efeito agudo no fígado" como mecanismo relevante. O álcool pode causar vasodilatação periférica aguda, mas não por um efeito hepático direto, e isso não explica o quadro de insuficiência cardíaca. A alternativa é fisiologicamente imprecisa e não se aplica ao caso.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O consumo crônico de álcool está associado ao aumento da pressão arterial, o que é verdadeiro. No entanto, a carência de tiamina (beribéri) é uma complicação tardia do alcoolismo e não explica o quadro agudo de dispneia e edema que piora nos fins de semana. O mecanismo principal é o efeito cardiotóxico direto do álcool, não a deficiência vitamínica.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato ao associar o álcool à vasodilatação e hipotensão (alternativa A), quando na verdade o consumo crônico eleva a PA. Além disso, a carência de tiamina (alternativa E) é uma complicação tardia, não o gatilho imediato da descompensação. O foco deve ser no efeito cardiotóxico direto do álcool: inotrópico negativo e arritmogênico.

Gabarito: letra B

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