Médico Ambulatorial em Clínicas Básicas e Especialidades - Dermatologista
São manifestações cutâneas paraneoplásicas fortemente indicativas de neoplasias extracutâneas:
Atriple palms e acroqueratose de Bazex.
Beritema giratum repens e eritema anular centrífugo.
Cporfiria cutânea tarda e vitiligo.
Ddermatomiosite e lúpus eritematoso cutâneo crônico.
Elíquen amiloide e queratose pilar.
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GabaritoA — triple palms e acroqueratose de Bazex.
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Síndromes paraneoplásicas cutâneas: marcadores fortes de neoplasia interna
Gabarito: letra A. As manifestações cutâneas paraneoplásicas fortemente indicativas de neoplasias extracutâneas são a acroqueratose de Bazex e as triple palms (ceratodermia palmoplantar tripe-like), ambas reconhecidas como marcadores cutâneos de alta especificidade para malignidade interna. A questão exige distinguir as dermatoses com associação paraneoplásica robusta daquelas que, embora possam ter relação com neoplasias, não são consideradas marcadores fortes ou específicos.
As síndromes paraneoplásicas cutâneas são um grupo heterogêneo de dermatoses que ocorrem à distância do tumor, sem relação direta com invasão ou metástase. O reconhecimento dessas manifestações é crucial na prática clínica, pois podem ser o primeiro sinal de uma neoplasia oculta, permitindo diagnóstico e tratamento precoces. A força da associação varia: algumas dermatoses são consideradas marcadores fortes (alta probabilidade de neoplasia associada), enquanto outras têm associação mais fraca ou incidental.
A acroqueratose de Bazex (acroqueratose paraneoplásica) é uma dermatose papuloescamosa que acomete tipicamente as orelhas, o nariz, as mãos e os pés, e está fortemente associada a carcinomas de vias aerodigestivas superiores, como carcinoma de esôfago, laringe e língua. As triple palms (ceratodermia palmoplantar tripe-like) caracterizam-se por espessamento difuso das palmas com aspecto de vilosidades, lembrando o estômago de ruminante, e estão associadas principalmente a adenocarcinoma gástrico e câncer de pulmão. Ambas são consideradas marcadores cutâneos paraneoplásicos de alta especificidade, ou seja, quando presentes, a probabilidade de neoplasia interna é muito alta, justificando investigação oncológica imediata.
A distinção entre marcadores fortes e fracos é o ponto central. Marcadores fortes, como a acroqueratose de Bazex e as triple palms, têm associação tão robusta que a presença deles praticamente obriga a busca ativa por neoplasia. Já outras dermatoses, como o eritema anular centrífugo, podem ter associação paraneoplásica, mas não são consideradas marcadores fortes, pois também ocorrem em outras condições. A banca explora exatamente essa hierarquia de associação: o candidato deve saber quais dermatoses são "fortemente indicativas" e quais são apenas "possivelmente associadas".
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato com dermatoses que têm associação paraneoplásica conhecida, mas que não são consideradas marcadores fortes. O eritema giratum repens, por exemplo, é uma dermatose rara com forte associação paraneoplásica, mas o eritema anular centrífugo, que aparece na mesma alternativa, é uma condição mais comum e com associação paraneoplásica menos específica. A alternativa B mistura um marcador forte com um fraco, tornando-a incorreta. O candidato que conhece apenas a associação paraneoplásica de cada dermatose, sem considerar a força dessa associação, pode cair na armadilha.
Manifestação cutânea
Marcador forte de neoplasia?
Neoplasia associada típica
Acroqueratose de Bazex
Sim
Carcinomas de vias aerodigestivas superiores (esôfago, laringe, língua)
A alternativa A está correta porque apresenta duas dermatoses reconhecidas como marcadores cutâneos paraneoplásicos de alta especificidade. A acroqueratose de Bazex é uma dermatose papuloescamosa que acomete orelhas, nariz, mãos e pés, fortemente associada a carcinomas de vias aerodigestivas superiores. As triple palms são uma ceratodermia palmoplantar com aspecto viloso, associada principalmente a adenocarcinoma gástrico e câncer de pulmão. Ambas são consideradas marcadores fortes, ou seja, sua presença indica alta probabilidade de neoplasia interna, justificando investigação oncológica imediata.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B está incorreta porque, embora o eritema giratum repens seja uma dermatose paraneoplásica bem estabelecida, o eritema anular centrífugo não é considerado um marcador forte de neoplasia. O eritema anular centrífugo é uma dermatose que pode estar associada a várias condições, incluindo infecções, drogas e, menos frequentemente, neoplasias, mas não tem a especificidade necessária para ser considerado um marcador forte. A alternativa mistura um marcador forte com um fraco, tornando-a incorreta.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C está incorreta porque a porfiria cutânea tarda e o vitiligo não são considerados marcadores cutâneos paraneoplásicos fortes. A porfiria cutânea tarda é uma doença metabólica que pode estar associada a hepatopatias e, raramente, a neoplasias hepáticas, mas não é um marcador cutâneo paraneoplásico clássico. O vitiligo é uma doença autoimune que pode estar associada a outras doenças autoimunes, mas não tem associação paraneoplásica forte. A alternativa apresenta condições que não são marcadores cutâneos paraneoplásicos de alta especificidade.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D está incorreta porque a dermatomiosite é uma miopatia inflamatória que pode estar associada a neoplasias, especialmente em adultos, mas não é considerada uma manifestação cutânea paraneoplásica forte. O lúpus eritematoso cutâneo crônico é uma doença autoimune que não tem associação paraneoplásica significativa. A alternativa apresenta condições que não são marcadores cutâneos paraneoplásicos de alta especificidade, sendo a dermatomiosite uma doença sistêmica com manifestações cutâneas, mas não um marcador cutâneo paraneoplásico forte.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa E está incorreta porque o líquen amiloide e a queratose pilar não são considerados marcadores cutâneos paraneoplásicos. O líquen amiloide é uma dermatose caracterizada por depósitos de amiloide na derme, geralmente associada a prurido crônico, e não tem associação paraneoplásica conhecida. A queratose pilar é uma condição benigna comum, caracterizada por pápulas foliculares hiperceratóticas, frequentemente associada à dermatite atópica, mas não a neoplasias. A alternativa apresenta condições que não têm associação paraneoplásica significativa.