Médico Ambulatorial em Clínicas Básicas e Especialidades - Dermatologista
São tratamentos indicados na esporotricose:
AN-metil glucamina ou fluconazol.
Bpenicilina G ou sulfametoxazol-trimetoprima.
Ccetoconazol ou clofazimina.
Diodeto de potássio ou itraconazol.
Eanfotericina B ou rifampicina.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoD — iodeto de potássio ou itraconazol.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Esporotricose: tratamento
Gabarito: letra D. A esporotricose é uma micose subcutânea causada pelo fungo dimórfico Sporothrix schenckii, e o tratamento de primeira escolha é o itraconazol, sendo o iodeto de potássio uma alternativa clássica, especialmente em formas cutâneas localizadas e em casos de intolerância ao itraconazol. A alternativa D reúne exatamente esses dois fármacos, ambos indicados no manejo da doença.
A esporotricose é uma infecção fúngica que acomete pele e tecido subcutâneo, adquirida por inoculação traumática do fungo (geralmente por arranhadura de gato ou contato com vegetais contaminados). As formas clínicas mais comuns são a cutânea localizada e a cutâneo-linfática, que podem ser tratadas na Atenção Primária à Saúde. O tratamento é sempre sistêmico, com antifúngicos, e deve ser mantido até a resolução clínica das lesões, o que costuma levar de 2 a 3 meses.
O itraconazol é o fármaco de primeira linha, com eficácia de 90 a 100% dos casos, nas doses de 100 a 400 mg/dia. Ele pertence à classe dos azólicos e age inibindo a síntese do ergosterol, componente essencial da membrana celular fúngica. É importante lembrar que o itraconazol não deve ser administrado com antiácidos, pois necessita de acidez gástrica para ser absorvido, e apresenta alto potencial de interações medicamentosas por ser metabolizado pela via CYP3A4.
O iodeto de potássio é usado desde 1907 e, embora seu mecanismo de ação não seja totalmente esclarecido, é eficaz nas formas cutâneas localizadas, principalmente em pacientes imunocompetentes. Hoje, é indicado sobretudo em casos de intolerância ao itraconazol. A solução saturada de iodeto de potássio é preparada com 20 g de iodeto de potássio em 20 mL de água destilada, e a dose para adultos inicia-se com 0,5 a 1 g/dia, podendo ser aumentada gradualmente até 4 g/dia. Seus efeitos colaterais incluem náuseas, diarreia, epigastralgia, erupção acneiforme, iododerma e alterações tireoidianas; o uso prolongado pode causar sintomas de iodismo (queimação oral, sialorreia, gosto metálico). Está contraindicado na gestação e na lactação.
Outras opções terapêuticas incluem a terbinafina (250 a 1.000 mg/dia), indicada para pacientes refratários ou com contraindicação ao itraconazol, e a anfotericina B, reservada para formas graves e disseminadas. A termoterapia e a criocirurgia podem ser usadas como adjuvantes, especialmente em gestantes com formas cutâneas localizadas.
A banca explora o conhecimento dos antifúngicos específicos para esporotricose, diferenciando-os de antibióticos e antiparasitários usados em outras infecções. A pegadinha está em oferecer fármacos que são eficazes para outras doenças, mas não para a esporotricose. Por isso, é fundamental memorizar o arsenal terapêutico da esporotricose: itraconazol (1ª escolha), iodeto de potássio, terbinafina e anfotericina B (casos graves).
Esporotricose (Sporothrix schenckii): 1ª escolha (Itraconazol); Alternativa clássica (Iodeto de potássio); Refratários/contraindicação (Terbinafina); Formas graves/disseminadas (Anfotericina B); Adjuvantes (Termoterapia, Criocirurgia)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A N-metil glucamina (antimoniato de meglumina) é um antiparasitário usado no tratamento da leishmaniose, não da esporotricose. O fluconazol é um antifúngico azólico, porém não é a primeira escolha para esporotricose e tem eficácia limitada; não é considerado tratamento padrão. A alternativa mistura um antiparasitário com um antifúngico de espectro inadequado.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A penicilina G é um antibiótico betalactâmico, eficaz contra bactérias como Streptococcus e Treponema pallidum (sífilis), mas sem ação antifúngica. O sulfametoxazol-trimetoprima é uma associação antibacteriana, usada em infecções como pneumocistose e brucelose (nesta, associada à rifampicina), mas não tem atividade contra Sporothrix. Nenhum dos dois é indicado para esporotricose.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O cetoconazol é um antifúngico azólico, porém caiu em desuso para esporotricose devido à baixa eficácia e à toxicidade hepática; não é recomendado como tratamento de primeira linha. A clofazimina é um fármaco usado no tratamento da hanseníase (lepra), atuando contra o Mycobacterium leprae, e não tem indicação na esporotricose.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O iodeto de potássio e o itraconazol são ambos tratamentos indicados na esporotricose. O itraconazol é a primeira escolha, e o iodeto de potássio é uma alternativa clássica, especialmente para formas cutâneas localizadas em pacientes imunocompetentes ou com intolerância ao itraconazol. A alternativa reúne corretamente dois fármacos do arsenal terapêutico da doença.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A anfotericina B é um antifúngico potente, indicado nas formas graves e disseminadas da esporotricose, mas não é a primeira escolha e não é usada isoladamente como tratamento padrão para formas cutâneas. A rifampicina é um antibiótico usado no tratamento da tuberculose, hanseníase e brucelose, sem ação antifúngica. A combinação não é indicada para esporotricose.