Dona Benta e a forma de ler livros
Gabarito: letra D. O texto afirma explicitamente que Dona Benta "lia traduzindo aquele português de defunto em língua do Brasil de hoje", ou seja, adaptava a linguagem dos livros ao português coloquial falado pelos seus ouvintes. Essa é a única alternativa inteiramente sustentada pelo texto.
"...a boa velha lia traduzindo aquele português de defunto em língua do Brasil de hoje. Onde estava, por exemplo, 'lume', lia 'fogo'; onde estava 'lareira', lia 'varanda'. E sempre que dava com um 'botou-o' ou 'comeu-o', lia 'botou ele', 'comeu ele' – e ficava o dobro mais interessante."
Alternativa A — ❌ Incorreta
O texto mostra o oposto: Dona Benta substituía palavras formais por informais ("lume" → "fogo", "lareira" → "varanda"), o que demonstra valorização da linguagem coloquial, e não da norma-padrão. Erro: contradiz o texto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Em nenhum trecho se menciona que ela explicava o porquê de suas intervenções; a descrição limita-se a como ela traduzia as palavras e expressões. Erro: fora do escopo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Não há referência a gestos ou imitação de vozes; a ação descrita é unicamente linguística (tradução de termos). Erro: fora do escopo.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Como comprovado pelo trecho acima, Dona Benta "traduzia" o português lusitano para o português brasileiro cotidiano dos ouvintes. A paráfrase da alternativa D é fiel ao texto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O texto não afirma que ela preferia livros brasileiros; ela apenas traduzia o português de Portugal para o do Brasil. A preferência por publicações nacionais não é mencionada. Erro: fora do escopo.
Conclusão: A única alternativa que encontra amparo direto no texto é a letra D, que descreve a adaptação da linguagem dos livros à fala cotidiana dos ouvintes.