Nas passagens “… afinal, como professava o agente Fox Mulder na série de TV Arquivo X, eles querem acreditar.” (6º parágrafo) e “Como há quem acredite até na inoculação de chips por vacinas, a fábula alienígena segue em propulsão fantástica.” (7º parágrafo), as conjunções destacadas estabelecem entre as orações do texto, correta e respectivamente, relações de sentido de
Aconsequência e causa.
Bcausa e comparação.
Ccomparação e consequência.
Dconformidade e causa.
Ecomparação e conformidade.
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GabaritoD — conformidade e causa.
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Relações semânticas da conjunção "como"
Gabarito: letra D. No primeiro trecho, "como" expressa conformidade (equivale a "conforme"); no segundo, causa (equivale a "já que"). A banca cobra reconhecer o sentido contextual da conjunção, que muda conforme a estrutura da frase.
Análise dos trechos
"...afinal, como professava o agente Fox Mulder na série de TV Arquivo X, eles querem acreditar."
O "como" introduz uma referência ao que o personagem dizia, indicando que a atitude de "querer acreditar" está de acordo com o que ele professava. Relação de conformidade: a oração subordinada expressa a base de concordância da oração principal.
"Como há quem acredite até na inoculação de chips por vacinas, a fábula alienígena segue em propulsão fantástica."
Aqui "como" equivale a "já que" ou "porque": o fato de existirem pessoas que acreditam em teorias conspiratórias é a causa que mantém a crença em alienígenas em alta. Relação de causa.
Conjunção "como"
11º trecho: conformidade
Equivale a "conforme"
Base de concordância
22º trecho: causa
Equivale a "já que"
Justificativa
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Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta: No primeiro trecho, "como" não é consequência (não indica resultado), mas conformidade. O erro é de troca de conceito.
Alternativa B — ❌ Incorreta: O primeiro "como" não é causa; o segundo não é comparação. Troca de conceito nos dois.
Alternativa C — ❌ Incorreta: Primeiro não é comparação (não estabelece paralelo entre dois elementos); segundo não é consequência (efeito), mas causa. Troca de conceito.
Alternativa D — ✅ Correta: Conformidade no primeiro, causa no segundo. Exata correspondência com o texto.
Alternativa E — ❌ Incorreta: Segundo "como" não é comparação (não há termo de comparação explícito), mas causa. Troca de conceito.
NÃO CAIA NESSA!
Confundir "como" com conjunção comparativa (como se) ou consecutiva. O contexto é decisivo: no primeiro, o verbo "professava" pede uma conformidade; no segundo, a ideia de justificativa pede causa.