Na síndrome do motoneurônio inferior é correto afirmar que
Ahá presença de hipotonia e fraqueza muscular associada com hiporreflexia.
Bo tônus muscular está aumentado e os reflexos vivos/aumentado (hiperativos).
Ca fasciculação está ausente e há presença do sinal de Babinski.
Dhá pouca atrofia e o tônus muscular está aumentando.
EHá presença de fraqueza muscular, sinal de Babinski e hiperreflexia.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — há presença de hipotonia e fraqueza muscular associada com hiporreflexia.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Síndrome do Neurônio Motor Inferior
Gabarito: letra A. Na síndrome do neurônio motor inferior (SNMI), a lesão das células do corno anterior da medula ou dos nervos periféricos leva a hipotonia, fraqueza muscular, atrofia, fasciculações e hiporreflexia ou arreflexia — exatamente o que a alternativa A descreve. As demais alternativas misturam sinais do neurônio motor superior (hipertonia, hiperreflexia, sinal de Babinski) com os do inferior, que é a pegadinha clássica da banca.
A síndrome do neurônio motor inferior é um padrão clínico de lesão que afeta o segundo neurônio da via motora — aquele que sai do corno anterior da medula espinhal ou dos núcleos motores do tronco encefálico e vai até o músculo. Quando essa via é lesada, o músculo perde sua inervação e, por isso, apresenta:
Fraqueza muscular (paresia ou plegia) — o músculo não recebe o comando para contrair;
Hipotonia — o tônus muscular diminui, pois o arco reflexo miotático está interrompido;
Hiporreflexia ou arreflexia — os reflexos profundos (como o patelar e o aquileu) ficam diminuídos ou abolidos, justamente porque o arco reflexo depende da integridade do neurônio motor inferior;
Atrofia muscular — a falta de estímulo trófico do neurônio leva à perda de massa muscular, que pode ser precoce e acentuada;
Fasciculações — contrações espontâneas e visíveis de unidades motoras denervadas, típicas da lesão do corno anterior (como na ELA).
O quadro é o oposto da síndrome do neurônio motor superior (SNMS), que cursa com hipertonia elástica (espasticidade), hiperreflexia, sinal de Babinski e clônus. A tabela abaixo resume o contraste:
Característica
Neurônio Motor Inferior
Neurônio Motor Superior
Tônus muscular
Hipotonia
Hipertonia elástica (espasticidade)
Reflexos profundos
Hiporreflexia/arreflexia
Hiperreflexia
Atrofia muscular
Acentuada e precoce
Discreta (por desuso)
Fasciculações
Presentes
Ausentes
Sinal de Babinski
Ausente
Presente
A banca explora exatamente essa inversão: ela troca os sinais do neurônio motor inferior pelos do superior. A alternativa A é a única que descreve corretamente o padrão do inferior — hipotonia, fraqueza e hiporreflexia. As demais misturam elementos do superior (hipertonia, hiperreflexia, Babinski) ou negam características do inferior (como a fasciculação e a atrofia).
Síndrome do neurônio motor inferior: Tônus (Hipotonia); Reflexos profundos (Hiporreflexia/arreflexia); Trofismo (Atrofia acentuada e precoce); Fasciculações (Presentes); Sinal de Babinski (Ausente)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve com precisão a síndrome do neurônio motor inferior: hipotonia (tônus diminuído), fraqueza muscular (paresia/plegia) e hiporreflexia (reflexos profundos diminuídos ou abolidos). Esses três sinais são a tríade clássica da lesão do segundo neurônio motor, como visto na tabela de padrões de alteração da motricidade: no neurônio motor inferior, o trofismo mostra atrofia, o tônus é hipotonia, há fasciculação presente e a força é paresia/plegia.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que o tônus está aumentado e os reflexos estão vivos/hiperativos. Isso é o padrão do neurônio motor superior, não do inferior. Na SNMI, o tônus é diminuído (hipotonia) e os reflexos são hipoativos ou abolidos (hiporreflexia/arreflexia). A banca inverteu o padrão.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Diz que a fasciculação está ausente e há sinal de Babinski. Na SNMI, a fasciculação está presente (é um sinal típico da lesão do corno anterior) e o sinal de Babinski está ausente (ele é um sinal de liberação piramidal, próprio do neurônio motor superior). A alternativa inverte os dois achados.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que há pouca atrofia e tônus aumentando. Na SNMI, a atrofia é acentuada e precoce (devido à denervação) e o tônus é diminuído (hipotonia). A alternativa descreve o oposto do que ocorre.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Menciona fraqueza muscular, sinal de Babinski e hiperreflexia. A fraqueza está correta, mas o sinal de Babinski e a hiperreflexia são sinais do neurônio motor superior, não do inferior. Na SNMI, o que se espera é hiporreflexia e ausência de Babinski.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter os sinais do neurônio motor inferior com os do superior. Aqui, as alternativas B, C, D e E misturam hipertonia, hiperreflexia, Babinski e ausência de fasciculação — todos próprios da lesão do primeiro neurônio. Na prova, decore a tríade do inferior: hipotonia + hiporreflexia + atrofia com fasciculação. Se aparecer hipertonia, hiperreflexia ou Babinski, é do superior. 💪