Pelas ocorrências do passado, avalia-se que a probabilidade de se encontrar um erro contábil em certo tipo de processo é igual a 0,8. Se chegam cinco processos desse tipo e supondo que o fato de um processo ter algum erro contábil não altera a probabilidade de outros terem algum erro contábil (independência entre os eventos), calcule a probabilidade de se encontrar dois ou mais processos com erros contábeis nesse lote de cinco processos.O valor dessa probabilidade é:
A0,20000.
B0,88242.
C0,80000.
D0,99328.
E0,72000.
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GabaritoD — 0,99328.
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Resolução
Gabarito: letra D — a conta chega a 0,99328 (alternativa D).
A ideia por trás
A distribuição binomial descreve experimentos repetidos e independentes, onde cada tentativa tem dois resultados possíveis (sucesso ou fracasso) com probabilidade constante. Ela mede a chance de obter exatamente k sucessos em n tentativas. A fórmula é P(X=k) = C(n,k) * p^k * (1-p)^(n-k), onde p é a probabilidade de sucesso e (1-p) a de fracasso. Quando p cresce, a probabilidade de muitos sucessos aumenta; quando n cresce, a distribuição se espalha. Nesta questão, queremos a probabilidade de pelo menos dois sucessos, o que pode ser calculado diretamente somando as probabilidades de 2, 3, 4 e 5 sucessos, ou de forma mais eficiente usando o complemento: 1 - P(X=0) - P(X=1).
O que a questão dá
n = 5 processos
p = 0,8 (probabilidade de erro em um processo)
q = 1 - p = 0,2 (probabilidade de não erro)
O que queremos: a probabilidade de encontrar dois ou mais processos com erro contábil
Passo 1 — Calcular a probabilidade de nenhum erro
Para usar o complemento, precisamos primeiro da probabilidade de nenhum processo ter erro, pois isso é mais fácil de calcular do que somar quatro termos.
Por que esta fórmula: A fórmula binomial P(X=k) = C(n,k) * p^k * (1-p)^(n-k) dá a probabilidade de exatamente k sucessos. Para k=0, temos C(5,0)=1, p^0=1, e (1-p)^5.
De onde vem cada valor: = enunciado: n=5, k=0 · = enunciado: p=0,8, elevado a 0 · = enunciado: q=0,2, elevado a 5
NÃO CAIA NESSA!
Esquecer que 0,2^5 = 0,00032, ou usar 0,8^5 por engano.
Passo 2 — Calcular a probabilidade de exatamente um erro
O complemento também exige a probabilidade de exatamente um sucesso, que é o outro caso que queremos excluir.
Por que esta fórmula: Usamos a mesma fórmula binomial com k=1. O coeficiente binomial C(5,1) = 5, pois há 5 maneiras de escolher qual processo tem erro.
De onde vem cada valor: = enunciado: n=5, k=1 · = enunciado: p=0,8 · = enunciado: q=0,2, elevado a 4
NÃO CAIA NESSA!
Errar o coeficiente binomial ou calcular 0,2^4 como 0,0016 (correto) mas esquecer de multiplicar por 5.
Passo 3 — Somar as probabilidades de zero e um erro
O complemento subtrai de 1 a soma das probabilidades dos casos que não queremos (0 e 1 sucesso).
Por que esta fórmula: A soma P(X=0) + P(X=1) representa a probabilidade de ter menos de dois erros, que é o complemento do que queremos.
De onde vem cada valor: = passo 1: 0,00032 · = passo 2: 0,0064
NÃO CAIA NESSA!
Somar errado os decimais, por exemplo 0,00032 + 0,0064 = 0,00672 (correto), mas alguns podem somar 0,00032 + 0,0064 = 0,00672? Sim, é isso.
Passo 4 — Subtrair de 1 para obter dois ou mais
A probabilidade de dois ou mais é o complemento da probabilidade de menos de dois, então subtraímos de 1.
Por que esta fórmula: P(X≥2) = 1 - P(X<2), pois os eventos são complementares.
De onde vem cada valor: = passo 3: 0,00672
NÃO CAIA NESSA!
Esquecer de subtrair de 1 e usar 0,00672 como resposta.