Na passagem – ... é estranho os críticos denunciarem o “caos” e a “destruição” a serviço da “voracidade” das incorporadoras. (5º parágrafo) –, o emprego das aspas nos três termos deve-se à
Aênfase do jornal para mostrar aquiescência com tais ideias.
Bincoerência do Plano Diretor, ao usar inadvertidamente tais palavras.
Calusão a termos usados pelos críticos ao Plano Diretor de São Paulo.
Dcitação de termos constantes no texto da revisão do Plano Diretor.
Eimprecisão das palavras empregados pela população da cidade.
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GabaritoC — alusão a termos usados pelos críticos ao Plano Diretor de São Paulo.
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Uso de aspas para marcar discurso alheio no 5º parágrafo
Gabarito: letra C. O emprego das aspas em “caos”, “destruição” e “voracidade” no trecho do 5º parágrafo indica que são termos utilizados pelos críticos do Plano Diretor, não pelo autor do texto. A passagem “é estranho os críticos denunciarem o “caos” e a “destruição” a serviço da “voracidade” das incorporadoras” deixa claro que essas palavras pertencem ao discurso dos críticos, sendo reproduzidas pelo autor para delimitar o ponto de vista alheio. As aspas funcionam como marca de alteridade, sinalizando que o autor não endossa tais termos.
A questão pede a causa do uso das aspas. Vamos analisar cada alternativa:
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que as aspas expressam ênfase do jornal para mostrar aquiescência com as ideias. O texto, contudo, critica o tom exagerado dos críticos, chamando-o de “estranho”. Logo, não há aquiescência; há distanciamento. Erro: contradiz o texto – inverte a posição do autor.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que as aspas indicam incoerência do Plano Diretor ao usar inadvertidamente tais palavras. O Plano Diretor não é citado como fonte desses termos; eles vêm dos críticos. Erro: fora do escopo – atribui a autoria a quem não a possui.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que as aspas são alusão a termos usados pelos críticos. É exatamente o que o texto mostra: o autor reproduz as palavras que os críticos empregam para denunciar a revisão. A passagem comprova que “caos”, “destruição” e “voracidade” são expressões do discurso alheio.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Sugere que as aspas citam termos do texto da revisão do Plano Diretor. A revisão não contém essas palavras; elas são usadas pelos críticos para atacar a revisão. Erro: fora do escopo – confunde a origem dos vocábulos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que as aspas marcam imprecisão das palavras empregadas pela população. A população em geral não é a autora; o texto menciona especificamente “os críticos”. Erro: fora do escopo – generaliza indevidamente o sujeito.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir a fonte dos termos. Muitos candidatos podem pensar que as aspas destacam termos do próprio Plano ou expressam concordância do autor. A chave é perceber que o autor se distancia ao usar “críticos denunciarem” e coloca as palavras entre aspas.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre aspas, pergunte-se: “Quem disse isso?”. Se o autor não é o emissor, as aspas servem para marcar discurso reportado.
Conclusão: o gabarito é a letra C, única que identifica corretamente a função diegética das aspas.