Ao discutir a revisão do Plano Diretor da cidade de São Paulo, o editorial considera que o debate público paulistano é
Adesejável, fortalecendo uma cidadania construtiva, que se fundamenta em políticas urbanas alinhadas às políticas partidárias, o que permite que se coíbam emoções extremadas de grupo contrário a esse processo democrático.
Bfrustrante, colocando em risco o surgimento de uma cidadania construtiva, porque as vozes contraditórias passam a criar discursos confusos, mistos de racionalidade e emoções exageradas, pouco preocupados com a cidade.
Csaudável, sinalizando uma cidadania construtiva, pois os cidadãos arregimentam para si a responsabilidade de zelar por sua cidade, excetuando-se, evidentemente, os contextos dominados pelas emoções extremadas.
Dpreocupante, comprometendo o estabelecimento de uma cidadania construtiva, uma vez que as concepções dissonantes daqueles que defendem as mudanças previstas se revestem de uma racionalidade hermética e um saber unilateral.
Epositivo, criando as bases de uma cidadania construtiva, que se fortalece, sobretudo, com o equilíbrio, quando os discursos pautados pela emoção extremada se rendem à racionalidade de políticas urbanas conjugadas às políticas partidárias.
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GabaritoC — saudável, sinalizando uma cidadania construtiva, pois os cidadãos arregimentam para si a responsabilidade de zelar por sua cidade, excetuando-se, evidentemente, os contextos dominados pelas emoções extremadas.
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Revisão do Plano Diretor de SP — interpretação do debate público
Gabarito: letra C. O editorial considera o debate público paulistano saudável, pois vê nele a manifestação de uma cidadania construtiva, embora ressalve as emoções extremadas. Isso está explícito no trecho:
“Isso é positivo. Cidadãos se responsabilizando por sua cidade são, por definição, a base de uma cidadania construtiva.”
A alternativa C capta exatamente esse duplo movimento: reconhece o aspecto positivo (saudável) e sinaliza a cidadania construtiva, mas faz a ressalva dos contextos dominados por emoções extremadas, conforme o próprio texto alerta: “Mas as emoções extremadas sugerem uma contaminação desastrosa…”
Alternativa A — ❌ Incorreta
A afirmação de que as políticas urbanas se alinham às políticas partidárias contradiz o texto, que denuncia a “contaminação desastrosa das políticas urbanas pela política partidária”. A alternativa, portanto, inverte o sentido.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O editorial diz que o debate é positivo, não frustrante. A ideia de “colocar em risco a cidadania construtiva” é oposta ao que o texto afirma, que o debate é a base dessa cidadania.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa parafraseia fielmente o texto: “saudável” equivale a “positivo”; “sinalizando uma cidadania construtiva” ecoa “base de uma cidadania construtiva”; “cidadãos arregimentam para si a responsabilidade de zelar por sua cidade” corresponde a “cidadãos se responsabilizando por sua cidade”. A ressalva final (“excetuando-se os contextos dominados pelas emoções extremadas”) é coerente com a crítica às emoções extremadas presente no texto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O editorial classifica o debate como “positivo”, não preocupante. A descrição de “racionalidade hermética e saber unilateral” não encontra respaldo no texto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Embora comece com “positivo”, a alternativa acrescenta que a cidadania se fortalece “quando os discursos pautados pela emoção extremada se rendem à racionalidade de políticas urbanas conjugadas às políticas partidárias”. O texto, ao contrário, critica a mescla entre política partidária e políticas urbanas. Além disso, a condição de “equilíbrio” não está no texto — é extrapolação.
PEGA ESSA DICA!
Sempre localize no texto o juízo direto do autor sobre o tema. Aqui, o primeiro parágrafo já responde: “Isso é positivo.” As alternativas que contradizem essa avaliação ou acrescentam condições não previstas estão automaticamente erradas.