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Questão de Contabilidade Pública — Depreciação, Amortização e Exaustão — VUNESP 2023

Contabilidade PúblicaDepreciação, Amortização e Exaustão
Código
vu078410
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São Paulo - SP
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Auditor Fiscal Tributário - Gestão Tributária (Parte 3 - Conhecimentos Específicos)
Considerando a necessidade da depreciação dos ativos reavaliados, é correto afirmar que
  1. Anão haverá registro de depreciação acumulada, uma vez que os ativos foram objeto de reavaliação.
  2. Ba depreciação anual das estradas municipais será de R$ 111.000,00.
  3. Ca reserva de reavaliação deverá ser realizada em R$ 23.500,00 anualmente.
  4. Da depreciação anual das estradas municipais será de R$ 146.000,00.
  5. Ea reserva de reavaliação deverá ser testada por ajuste a valor recuperável anualmente.
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GabaritoA — não haverá registro de depreciação acumulada, uma vez que os ativos foram objeto de reavaliação.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reavaliação de Ativos e Depreciação na Contabilidade Pública

Gabarito: letra A. Após a reavaliação de um ativo imobilizado, a depreciação acumulada existente é eliminada (zerada), conforme o método de eliminação previsto nas normas contábeis. As demais alternativas apresentam cálculos incorretos quanto ao valor da depreciação anual ou à realização da reserva de reavaliação.

A questão exige conhecimento do tratamento contábil da reavaliação de ativos. Quando um item do imobilizado é reavaliado, a depreciação acumulada na data da reavaliação pode ser eliminada contra o valor contábil bruto do ativo, e o valor líquido é ajustado ao valor justo. Assim, não há saldo de depreciação acumulada após a reavaliação; a nova depreciação será calculada sobre o valor reavaliado e registrada a partir de então.

Alternativa

Afirmação

Análise

Conclusão

A

Não haverá registro de depreciação acumulada, uma vez que os ativos foram objeto de reavaliação.

No momento da reavaliação, a depreciação acumulada é eliminada (zerada) contra o valor contábil bruto, conforme NBC TG 27 / IAS 16.

✅ Correta (Gabarito)

B

A depreciação anual das estradas municipais será de R$ 111.000,00.

Após reavaliação, o valor contábil é R$ 4.670.000,00, vida útil remanescente de 20 anos e valor residual zero. Depreciação anual correta = R$ 233.500,00. O valor de R$ 111.000,00 corresponde à realização anual da reserva de reavaliação, não à depreciação.

❌ Incorreta

C

A reserva de reavaliação deverá ser realizada em R$ 23.500,00 anualmente.

A realização anual da reserva de reavaliação é a diferença entre a depreciação sobre o valor reavaliado (R$ 233.500,00) e a depreciação sobre o custo original (R$ 122.000,00, inferido), resultando em R$ 111.500,00, e não R$ 23.500,00.

❌ Incorreta

D

A depreciação anual das estradas municipais será de R$ 146.000,00.

Valor incorreto; a depreciação anual correta é R$ 233.500,00, conforme cálculo do valor reavaliado dividido pela vida útil remanescente.

❌ Incorreta

E

A reserva de reavaliação deverá ser testada por ajuste a valor recuperável anualmente.

A reserva de reavaliação não é testada diretamente; o ativo reavaliado é que deve ser testado por impairment (ajuste a valor recuperável) anualmente.

❌ Incorreta

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Está correta porque, no momento da reavaliação, a depreciação acumulada é eliminada (zerada). Portanto, não há registro de depreciação acumulada naquele instante. As normas contábeis (NBC TG 27 / IAS 16) determinam que a depreciação acumulada pode ser eliminada contra o valor contábil bruto, ajustando-se o ativo ao valor justo reavaliado.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que a depreciação anual será de R$ 111.000,00. Após a reavaliação, o valor contábil do ativo é de R$ 4.670.000,00, com vida útil remanescente de 20 anos e valor residual zero. A depreciação anual correta é de R$ 233.500,00 (R$ 4.670.000,00 / 20). O valor de R$ 111.000,00 corresponde, na verdade, à diferença entre a depreciação sobre o valor reavaliado e a depreciação sobre o custo original (caso este fosse de 20 anos), ou seja, à realização anual da reserva de reavaliação, e não à depreciação em si.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que a reserva de reavaliação deverá ser realizada em R$ 23.500,00 anualmente. A realização da reserva de reavaliação ocorre concomitantemente à depreciação do ativo. O valor anual de realização corresponde à diferença entre a depreciação sobre o valor reavaliado e a depreciação que seria reconhecida com base no custo original. Considerando uma vida útil original de 20 anos (inferida a partir dos dados), essa diferença é de R$ 111.000,00, e não R$ 23.500,00.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Aponta depreciação anual de R$ 146.000,00. Esse valor pode ser obtido dividindo-se o incremento de reavaliação (R$ 2.920.000,00) pela vida útil de 20 anos, mas não representa a depreciação total do ativo. A depreciação total é de R$ 233.500,00, conforme calculado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Sugere que a reserva de reavaliação deve ser testada por ajuste a valor recuperável anualmente. A reserva de reavaliação é conta do patrimônio líquido e não é testada; quem sofre o teste de recuperabilidade (impairment) é o ativo imobilizado reavaliado, e não a reserva.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o momento da reavaliação (quando a depreciação acumulada é eliminada) e o registro contínuo da depreciação nos períodos seguintes. A alternativa A é verdadeira apenas na data da reavaliação; futuramente, a depreciação acumulada voltará a existir. Cuidado com a interpretação literal.

Gabarito: letra A.

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