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Questão de Português — Interpretação de Textos — VUNESP 2023

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
vu078616
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Professor de Ensino Fundamental e Médio - Português
Na análise de Elena Brugioni, o texto de Mia Couto exemplifica
  1. Ao sincretismo entre escrita e oralidade, em uma narrativa de matriz oral que chama a atenção pelas dimensões intertextual e interdiscursiva que a caracterizam.
  2. Ba organização do texto literário de modo a formalizar uma narrativa invulgar, uma vez que consegue, representando um fato corriqueiro, fazê-lo sem valer-se de traços da oralidade.
  3. Ca linguagem subvertida, já que a narrativa mantém a linearidade tradicional do enredo e a oralidade centraliza os sentidos dela, manipulando-os de modo a criar ambiguidades.
  4. Do plano de escrita marcado pela dinâmica alternância de gêneros textuais, notadamente aqueles que marcam a situação formal de comunicação das personagens.
  5. Ea racionalização da construção literária, delimitando claramente os espaços formais e os informais que representam a língua escrita e a língua falada, respectivamente.
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GabaritoA — o sincretismo entre escrita e oralidade, em uma narrativa de matriz oral que chama a atenção pelas dimensões intertextual e interdiscursiva que a caracterizam.

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Análise do texto de Mia Couto: sincretismo entre oralidade e escrita

Gabarito: letra A. A passagem de Mia Couto, analisada por Elena Brugioni, exemplifica o sincretismo entre escrita e oralidade, pois o texto mescla uma narrativa literária escrita com traços típicos da oralidade (como o uso de provérbios, frases curtas e tom de contador de histórias) e apresenta dimensões intertextuais e interdiscursivas, como o ditado popular "se a agulha cai no poço...".

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa está correta. O texto de Mia Couto, analisado por Elena Brugioni, exemplifica o sincretismo entre escrita e oralidade, pois, apesar de ser um texto escrito, incorpora elementos da oralidade, como o provérbio "se a agulha cai no poço, muitos espreitam, mas poucos descem a buscá-la" e a construção rítmica e coloquial da narrativa. Além disso, há dimensões intertextuais (o provérbio) e interdiscursivas (a voz do narrador que remete à tradição oral). Essas características confirmam a tese de Brugioni sobre a obra de Mia Couto.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a narrativa se formaliza "sem valer-se de traços da oralidade" — o que contradiz diretamente o texto. O trecho está repleto de marcas de oralidade, como o uso de ditado popular ("se a agulha cai no poço..."), a expressão coloquial "relampejaram-se" e a estrutura de uma história contada oralmente. Portanto, contradiz o texto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa menciona "linguagem subvertida" e "linearidade tradicional do enredo", mas o texto não apresenta subversão significativa da linguagem nem mantém uma linearidade tradicional explícita. O foco da análise de Brugioni é o sincretismo entre oralidade e escrita, não a subversão. Além disso, a alternativa sugere que a oralidade "centraliza os sentidos" e "cria ambiguidades", o que não é o ponto central da análise. Fora do escopo do que o texto exemplifica.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa fala em "dinâmica alternância de gêneros textuais" e "situação formal de comunicação das personagens". No texto, não há alternância de gêneros; é uma narrativa única. As personagens não apresentam comunicação formal; ao contrário, a linguagem é coloquial e informal. Fora do escopo e sem respaldo no texto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa propõe "racionalização da construção literária" e "delimitação clara dos espaços formais e informais". O texto de Mia Couto não faz essa delimitação; ele integra elementos orais e escritos de forma fluida, sem separação rígida. A análise de Brugioni destaca justamente a fusão, não a separação. Fora do escopo.

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