Questão de Administração Geral — Gestão Estratégica — VUNESP 2023
Administração Geral›Gestão Estratégica
Código
vu078654
Banca
VUNESP
Órgão
TCM-SP
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Auditor de Controle Externo - Especialidade: Administração
Analisando o setor público brasileiro pela abordagem do comportamento organizacional, a gestão dos processos de comunicação é um dos tópicos em que as organizações públicas falham recorrentemente. Muitas vezes, o uso e abuso de vocabulários técnicos é identificado como uma das barreiras para uma comunicação eficaz dos órgãos públicos com o usuário-cidadão. Um Auditor de Controle Externo do TCM, convidado para uma entrevista em um programa de televisão para explicar didaticamente o sistema de planejamento-orçamento municipal para os munícipes, ao utilizar, repetidamente, as siglas PPA, LDO e LOA, falha em termos de
Aemprego de linguagem intragrupal, emitindo informação que pode ser incompreensível.
Bdiferença de status entre o emissor e o receptor, sem senso de oportunidade.
Ccomportamento proxêmico do emissor na comunicação interpessoal.
Dadoção de quadros de referência (valores, necessidades e expectativas) distintos.
Erepetição ou redundância de natureza técnica da comunicação organizacional.
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GabaritoA — emprego de linguagem intragrupal, emitindo informação que pode ser incompreensível.
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Barreiras à comunicação organizacional
Gabarito: letra A. O uso repetido de siglas técnicas (PPA, LDO, LOA) sem explicação constitui emprego de linguagem intragrupal – jargão próprio de um grupo restrito – que pode tornar a mensagem incompreensível para o cidadão comum, caracterizando uma falha típica de comunicação no setor público.
A questão aborda barreiras à comunicação, especialmente o uso de jargão ou linguagem técnica em contexto inadequado. Quando o emissor utiliza vocabulário específico de seu grupo profissional sem considerar o repertório do receptor, a informação pode não ser decodificada corretamente.
Barreiras à comunicação
1Linguagem intragrupal (jargão)
Siglas técnicas (PPA, LDO, LOA)
Público leigo não domina o código
Mensagem incompreensível
2Outras barreiras (não se aplicam)
Diferença de status
Comportamento proxêmico
Quadros de referência distintos
Repetição técnica
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve exatamente a situação: o auditor emprega "linguagem intragrupal" (siglas PPA, LDO, LOA) que pertence ao grupo de especialistas em orçamento público, mas o público leigo não domina esse código. Isso gera incompreensão, sendo uma barreira clássica de comunicação.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A falha não está na diferença de status (hierarquia ou poder) entre emissor e receptor, nem na falta de senso de oportunidade. O problema é exclusivamente de vocabulário compartilhado, não de posição social ou momento inadequado.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Comportamento proxêmico refere-se ao uso do espaço físico e distância na comunicação interpessoal. A situação descrita envolve linguagem verbal (siglas), não aspectos espaciais ou de distanciamento físico.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Embora "quadros de referência distintos" (valores, necessidades, expectativas) possam ser uma barreira, o caso concreto aponta para o uso de jargão técnico (PPA, LDO, LOA), que é mais especificamente linguagem intragrupal. A alternativa D é mais ampla e não captura o núcleo do erro.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Repetição ou redundância de termos técnicos não é o problema central; a dificuldade é que os termos em si não são compreendidos pelo receptor. A redundância poderia até ajudar na fixação, mas aqui o conteúdo é opaco.
Conclusão: A alternativa A é a única que descreve corretamente a barreira: uso de linguagem própria de um grupo (intragrupal) que exclui o receptor da mensagem.
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