Valor em uso – Ativo
Gabarito: letra D. De acordo com o CPC 01 (R1) – Redução ao Valor Recuperável de Ativos, o valor em uso deve refletir, entre outros elementos, as expectativas sobre possíveis variações no montante ou no período de ocorrência dos fluxos de caixa futuros que a entidade espera obter com o ativo. A alternativa D reproduz exatamente esse elemento, conforme previsto no item 30(c) da norma.
A banca cobra o conhecimento dos componentes do valor em uso no teste de impairment. A alternativa correta é a única que lista um dos elementos explicitamente exigidos pelo pronunciamento técnico.
Elemento do Valor em Uso (CPC 01) | Descrição | Relação com o Cálculo do Valor em Uso |
|---|
Expectativas sobre variações nos fluxos de caixa | Possíveis variações no montante ou no período de ocorrência dos fluxos de caixa futuros | Elemento obrigatório (item 30(c) da norma) |
Período de utilização esperada | Horizonte temporal de uso do ativo | Parâmetro que influencia a projeção, mas não é elemento autônomo listado |
Número de unidades de produção | Base para estimar receitas projetadas | Não constitui elemento isolado do valor em uso |
Custo de aquisição líquido | Valor contábil histórico do ativo | Refere-se ao custo passado, não ao valor em uso |
Excesso do valor contábil sobre o recuperável | Situação de perda por impairment | Consequência da comparação, não elemento do cálculo |
Alternativa A — ❌ Incorreta
O custo de aquisição, mesmo líquido de estimativas de utilização, refere-se ao valor contábil histórico do ativo, não ao valor em uso. O valor em uso é calculado com base em projeções de fluxos de caixa futuros, não no custo passado. Erro: confunde valor em uso com valor de custo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Essa frase descreve a situação em que há perda por impairment (o valor contábil excede o valor recuperável). Não é um elemento do cálculo do valor em uso, mas a consequência de sua comparação com o valor contábil. Erro: confunde elemento do valor em uso com a definição de perda recuperável.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O período de tempo de utilização esperada é uma variável que influencia a projeção dos fluxos de caixa, mas não é um elemento autônomo listado entre os componentes do valor em uso. A norma exige, além do horizonte temporal, expectativas sobre variações, valor do dinheiro no tempo e risco. Erro: reduz o conceito a apenas um parâmetro temporal.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Literalmente reproduz o elemento previsto no CPC 01 (R1), item 30(c): “expectativas acerca de possíveis variações no montante ou no período de ocorrência dos fluxos de caixa futuros”. Esse é um dos componentes obrigatórios na estimativa do valor em uso. Acerto: correspondência exata com a norma.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O número de unidades de produção é uma base utilizada para estimar fluxos de caixa (ex.: receitas projetadas), mas não constitui um elemento isolado do valor em uso. A norma não o lista como componente autônomo; ele é uma forma de mensurar os fluxos, não uma expectativa de variação. Erro: confunde métrica de projeção com elemento técnico do cálculo.
Gabarito: letra D. Mantenha o foco nos elementos taxativos do CPC 01 para questões sobre valor em uso.