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Questão de Matemática — Raciocínio Lógico — VUNESP 2023

MatemáticaRaciocínio Lógico
Código
vu079562
Banca
VUNESP
Órgão
TJ-SP
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Oficial de Justiça
Considere verdadeiras as seguintes premissas:I. Se Carla não é casada ou Pedro não é divorciado, então Cláudio é filho único.II. Se Sônia é mãe, então Carla não é casada.III. Se Pedro não é divorciado, então Sergio não é administrador e Gerson é noivo.IV. Cláudio não é filho único.Uma conclusão que decorre das premissas apresentadas e forma, juntamente com as premissas, um argumento válido é
  1. AGerson é noivo.
  2. BSergio não é administrador.
  3. CSônia não é mãe.
  4. DSônia é mãe.
  5. ESergio é administrador.
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GabaritoC — Sônia não é mãe.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Lógica Proposicional: argumento válido por modus tollens

Gabarito: letra C. A conclusão que decorre das premissas é "Sônia não é mãe". Partindo da premissa IV (Cláudio não é filho único) e aplicando o modus tollens na premissa I, conclui-se que "Carla é casada e Pedro é divorciado". Com "Carla é casada" (negação de "Carla não é casada"), aplica-se novamente o modus tollens na premissa II, chegando a "Sônia não é mãe". A alternativa C é a única que representa uma consequência lógica necessária das premissas.

O problema exige a aplicação de regras de inferência da lógica proposicional para verificar qual conclusão torna o argumento válido. A principal regra utilizada é o modus tollens, que afirma: se PQP \rightarrow Q é verdadeiro e QQ é falso, então PP deve ser falso. Formalmente: PQ,¬Q¬PP \rightarrow Q, \neg Q \therefore \neg P.

Vamos simbolizar as proposições:

  • CC: Carla é casada (logo, ¬C\neg C: Carla não é casada)

  • PP: Pedro é divorciado (logo, ¬P\neg P: Pedro não é divorciado)

  • FF: Cláudio é filho único

  • SS: Sônia é mãe

  • AA: Sergio é administrador (logo, ¬A\neg A: Sergio não é administrador)

  • GG: Gerson é noivo

As premissas ficam: I. (¬C¬P)F(\neg C \lor \neg P) \rightarrow F II. S¬CS \rightarrow \neg C III. ¬P(¬AG)\neg P \rightarrow (\neg A \land G) IV. ¬F\neg F

Passo 1: Da premissa IV (¬F\neg F) e da premissa I, por modus tollens, temos ¬(¬C¬P)\neg(\neg C \lor \neg P), que por De Morgan equivale a CPC \land P. Portanto, concluímos que Carla é casada e Pedro é divorciado.

Passo 2: Com CC (Carla é casada), temos ¬(¬C)\neg(\neg C), ou seja, a negação do antecedente da premissa II. Aplicando modus tollens na premissa II (S¬CS \rightarrow \neg C) com a negação de ¬C\neg C, concluímos ¬S\neg S: Sônia não é mãe.

Passo 3: Com PP (Pedro é divorciado), temos ¬(¬P)\neg(\neg P), a negação do antecedente da premissa III. Portanto, não podemos concluir nada sobre Sergio ou Gerson a partir dela. As alternativas A, B e E não são consequências lógicas.

Caso

Atribuição

Resultado

Passo 1 (modus tollens em I com IV)

¬F verdadeiro; (¬C ∨ ¬P) → F verdadeiro

¬(¬C ∨ ¬P) = C ∧ P (Carla casada e Pedro divorciado)

Passo 2 (modus tollens em II com C)

C verdadeiro; S → ¬C verdadeiro

¬S (Sônia não é mãe)

Passo 3 (premissa III com P)

P verdadeiro; ¬P → (¬A ∧ G) verdadeiro

Antecedente ¬P falso → nada se conclui sobre A ou G

Alternativa C (gabarito)

¬S derivado

Consistente — conclusão válida

Alternativas A, B, E

G, ¬A, A não deriváveis

Inviável — não são consequências lógicas

Alternativa D

S (Sônia é mãe)

Contradição — nega ¬S derivado

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que "Gerson é noivo". Isso seria consequência da premissa III se ¬P\neg P fosse verdadeiro. Porém, concluímos que PP é verdadeiro (Pedro é divorciado), logo o antecedente de III é falso e a premissa não nos permite afirmar nada sobre Gerson. A alternativa tenta induzir o aluno a aplicar modus ponens de forma incorreta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que "Sergio não é administrador". Pela mesma razão da alternativa A, a premissa III tem antecedente falso (PP é verdadeiro), então não podemos concluir nada sobre Sergio. A alternativa confunde a estrutura lógica, sugerindo uma conclusão que não é garantida.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que "Sônia não é mãe". Esta é a conclusão correta. Do modus tollens na premissa I, obtemos CC (Carla é casada). Com CC, a premissa II (S¬CS \rightarrow \neg C) tem consequente falso, então, por modus tollens, concluímos ¬S\neg S (Sônia não é mãe). A alternativa espelha exatamente a consequência lógica necessária.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que "Sônia é mãe". Isso contradiz diretamente a conclusão obtida (¬S\neg S). Se Sônia fosse mãe, pela premissa II, Carla não seria casada, o que contraria a conclusão do passo 1. A alternativa é a negação da conclusão correta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que "Sergio é administrador". Assim como as alternativas A e B, depende da premissa III, cujo antecedente (¬P\neg P) é falso. Não há como derivar essa conclusão. A alternativa tenta confundir com uma possível aplicação de modus ponens em uma premissa com antecedente falso.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a aplicação incorreta do modus ponens. O aluno pode ser tentado a usar a premissa III (¬P(¬AG)\neg P \rightarrow (\neg A \land G)) diretamente, mas o antecedente ¬P\neg P é falso (pois concluímos PP). A pegadinha está em não perceber que, com o antecedente falso, a premissa é verdadeira, mas não garante a verdade do consequente. O caminho correto é usar o modus tollens nas premissas I e II, que são as que têm consequentes que podemos negar.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de argumento válido, identifique as premissas com consequentes que podem ser negados (como a IV) e aplique o modus tollens de trás para frente. Simbolize as proposições e use as regras de inferência (modus ponens, modus tollens, silogismo hipotético) para derivar as conclusões. Treine com questões de lógica de argumentação para ganhar agilidade.

Gabarito: letra C

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