Na passagem do primeiro parágrafo – Nós estávamos sempre atentos à queda das nêsperas... –, a expressão destacada exemplifica a regência nominal, assim como a destacada em:
A... se calhar ele tinha alergia ou medo de vacina... (3o parágrafo)
B... a ver se alguma fruta ia sobrar para a fome dele. (1o parágrafo)
C... naquele olhar dele de ramelas e moscas... (2o parágrafo)
D... não nos viesse lamber com a baba dele... (3o parágrafo)
E... e antes de me gritarem com força... (2o parágrafo)
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GabaritoA — ... se calhar ele tinha alergia ou medo de vacina... (3o parágrafo)
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Regência nominal: identificação do complemento nominal com preposição
Gabarito: letra A. A questão pede para reconhecer outro caso de regência nominal igual ao de "atentos à queda" – em que o adjetivo "atentos" exige a preposição "a" para ligar-se ao complemento "queda". Na alternativa A, "alergia ou medo de vacina" também apresenta regência nominal: os substantivos "alergia" e "medo" regem a preposição "de" (alergia a/de; medo de). As demais alternativas trazem adjuntos adverbiais ou adnominais, não complementos nominais regidos.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
No trecho "alergia ou medo de vacina", tanto "alergia" quanto "medo" são substantivos que exigem complemento com preposição: dizemos alergia a/de alguma coisa e medo de alguma coisa. Isso é regência nominal, assim como o adjetivo "atentos" exige "a" em "atentos à queda".
"…se calhar ele tinha alergia ou medo de vacina…" (3º parágrafo)
A preposição "de" é regida pelos nomes, formando complementos nominais.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Em "sobrar para a fome dele", a expressão "para a fome" é um adjunto adverbial de finalidade (indica propósito), não um complemento regido por um nome. "Sobrar" é verbo, e "para a fome" não é complemento nominal, mas sim circunstância. Portanto, não há regência nominal.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Naquele olhar dele de ramelas e moscas" – o termo "de ramelas e moscas" funciona como adjunto adnominal (especifica o tipo de olhar), não como complemento nominal. O substantivo "olhar" não rege preposição; o "de" é apenas introdutor de uma característica. Não há regência nominal.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Não nos viesse lamber com a baba dele" – "com a baba" é adjunto adverbial de instrumento/companhia (lamber com a baba). Não há um nome que exija a preposição "com". Logo, não é regência nominal.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Antes de me gritarem com força" – "com força" é adjunto adverbial de modo (gritar com força). Não há complemento nominal regido por um nome. A preposição "com" não é exigida por nenhum substantivo ou adjetivo.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar regência nominal, pergunte: o nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) exige uma preposição específica para seu complemento? Se a preposição for exigida pelo nome, é complemento nominal (regência nominal). Se for adjunto (adverbial ou adnominal), não há regência.