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Questão de Português — Morfologia — VUNESP 2023

PortuguêsMorfologia
Código
vu079638
Banca
VUNESP
Órgão
TJ-SP
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Oficial de Justiça
A relação de causa e consequência entre as informações está corretamente evidenciada na passagem:
  1. AAcho que o Kazukuta nunca apanhou nenhuma vacina, se calhar ele tinha alergia ou medo de vacina, não sei... (3o parágrafo)
  2. B... e era mesmo por gritarmos ou por corrermos que o Kazukuta acordava assim no modo lento de vir nos espreitar... (1o parágrafo)
  3. CNormalmente ele comia as nêsperas meio cansadas ou de pele já escura que ninguém apanhava. (2o parágrafo)
  4. D... e não nos viesse lamber com a baba dele bem grossa de pingar devagarinho e as feridas quase a nunca sararem. (3o parágrafo)
  5. EMexia-se sempre devagarinho, bocejava, e era capaz de ir procurar um bocadinho de sol para lhe acudir as feridas... (2o parágrafo)
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GabaritoB — ... e era mesmo por gritarmos ou por corrermos que o Kazukuta acordava assim no modo lento de vir nos espreitar... (1o parágrafo)

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Relação de causa e consequência no texto

Gabarito: letra B. A passagem que explicita claramente uma relação de causa e consequência é a que apresenta a estrutura "era mesmo por gritarmos ou por corrermos que o Kazukuta acordava". A causa é "gritarmos ou corrermos" e a consequência é "acordava assim no modo lento de vir nos espreitar". O conectivo "por" e a ênclise "era... que" marcam essa relação.

"... e era mesmo por gritarmos ou por corrermos que o Kazukuta acordava assim no modo lento de vir nos espreitar..."

Alternativa A — ❌ Incorreta

Trecho: "Acho que o Kazukuta nunca apanhou nenhuma vacina, se calhar ele tinha alergia ou medo de vacina, não sei..."

  • O uso de "se calhar" expressa possibilidade, não causa direta. É uma suposição, não uma relação de causa e consequência explícita. Erro: extrapolação (atribui relação não confirmada).

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Conforme justificado acima, o fragmento apresenta causa (gritarmos/corrermos) e consequência (acordar e vir espreitar), evidenciado pelo conectivo "por" e pela estrutura de realce.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Trecho: "Normalmente ele comia as nêsperas meio cansadas ou de pele já escura que ninguém apanhava."

  • Apenas descreve o hábito alimentar do cão, sem estabelecer causa e consequência. Erro: fuga ao tema (ausência de relação causal).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Trecho: "... e não nos viesse lamber com a baba dele bem grossa de pingar devagarinho e as feridas quase a nunca sararem."

  • Descreve características da baba e feridas, sem relação de causa e consequência. Erro: fuga ao tema.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Trecho: "Mexia-se sempre devagarinho, bocejava, e era capaz de ir procurar um bocadinho de sol para lhe acudir as feridas..."

  • A expressão "para" indica finalidade (propósito), não consequência. A causa (procurar sol) visa a consequência (acudir feridas), mas a relação não está explícita como causa e consequência; é finalidade. Erro: troca de conceito (finalidade confundida com consequência).

NÃO CAIA NESSA!

A alternativa E é a mais tentadora, pois há uma relação lógica, mas o texto usa "para" (finalidade) e não uma estrutura causal. A banca explora a confusão entre causa, consequência e finalidade.

Conclusão: Somente a passagem da alternativa B apresenta a relação de causa e consequência de forma explícita, com conectivo "por" e realce "era... que". As demais não trazem essa relação ou a confundem com finalidade.

Gabarito: letra B

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