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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — VUNESP 2023

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
vu079950
Banca
VUNESP
Órgão
TRF - 3ª REGIÃO
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário / Área: Apoio Especializado - Especialidade: Medicina (Clínica Geral)
Em relação às possíveis alterações do segmento ST durante o teste de esforço, é correto afirmar que
  1. Aa localização eletrocardiográfica da depressão do segmento ST prediz com precisão o território anatômico da doença coronariana obstrutiva.
  2. Ba depressão do segmento ST deve estar presente durante o exercício e na recuperação para ser interpretada como anormal.
  3. Ca depressão do ponto J durante o exercício é diagnóstica de isquemia cardíaca significativa.
  4. Do ponto J é o ponto de referência isoelétrico apropriado a ser analisado no ECG.
  5. Ea persistência da depressão de ST por 60 a 80 milissegundos após o ponto J é necessária para interpretar a resposta eletrocardiográfica como anormal.
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GabaritoE — a persistência da depressão de ST por 60 a 80 milissegundos após o ponto J é necessária para interpretar a resposta eletrocardiográfica como anormal.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Alterações do segmento ST no teste de esforço

Gabarito: letra E. A depressão do segmento ST só é considerada anormal quando persiste por 60 a 80 milissegundos após o ponto J, conforme os critérios clássicos de interpretação do teste ergométrico. As demais alternativas contêm erros conceituais: a localização da depressão não prediz o território coronariano, a alteração pode ocorrer apenas durante o exercício ou apenas na recuperação, a depressão do ponto J isolada não é diagnóstica e o ponto J não é a referência isoelétrica adequada.

O teste de esforço (ergométrico) é uma ferramenta não invasiva fundamental na avaliação da doença arterial coronariana (DAC). Durante o exercício, o aumento da demanda miocárdica de oxigênio, em pacientes com estenose coronariana significativa, não é acompanhado por aumento proporcional do fluxo sanguíneo, gerando isquemia. Essa isquemia se manifesta no ECG por alterações do segmento ST, sendo o infradesnivelamento (depressão) o achado mais característico. A interpretação correta dessas alterações é essencial para o diagnóstico e a estratificação de risco.

O ponto J é o ponto de junção entre o fim do complexo QRS e o início do segmento ST. Para que uma depressão seja considerada isquêmica, ela deve ser medida a partir do ponto J e persistir por um intervalo de 60 a 80 ms, com uma profundidade de pelo menos 1 mm (0,1 mV) em relação à linha de base (segmento PR). Essa persistência é o que diferencia a depressão isquêmica da depressão do ponto J isolada, que pode ocorrer em situações fisiológicas, como taquicardia, e não é diagnóstica de isquemia.

A linha de base isoelétrica para medir o deslocamento do ST é o segmento PR, e não o ponto J. O ponto J é apenas o ponto de partida da medição. Além disso, a localização da depressão do ST no ECG não tem correlação precisa com o território coronariano acometido, ao contrário do supradesnivelamento, que tem localização mais específica. A depressão pode aparecer apenas durante o exercício ou apenas na recuperação, e ambas as situações podem ser anormais, não sendo obrigatória a presença nas duas fases.

A banca explora a confusão entre o ponto J e a linha de base, e entre a depressão do ponto J e a depressão isquêmica do segmento ST. O candidato deve lembrar que o critério de anormalidade é a persistência da depressão por 60-80 ms após o ponto J, e não a simples presença de depressão do ponto J. Essa é a chave para resolver a questão.

Depressão do ST no teste de esforço
  • 1Critério de anormalidade
    • Persistência de 60–80 ms após o ponto J
    • Profundidade ≥ 1 mm
    • Referência isoelétrica: segmento PR
  • 2Depressão do ponto J isolada
    • Não é diagnóstica de isquemia
    • Pode ser fisiológica (taquicardia)
  • 3Localização
    • Não prediz território coronariano
    • Marcador de isquemia subendocárdica difusa
  • 4Fases do teste
    • Pode ocorrer só no exercício
    • Pode ocorrer só na recuperação
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A localização da depressão do segmento ST não prediz com precisão o território anatômico da doença coronariana obstrutiva. Diferentemente do supradesnivelamento, que tem correlação topográfica, a depressão é um marcador de isquemia subendocárdica difusa e não indica qual artéria está comprometida. A banca tenta confundir com a lógica do supra de ST, mas a depressão não segue essa regra.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A depressão do segmento ST não precisa estar presente durante o exercício e na recuperação para ser interpretada como anormal. Ela pode ocorrer apenas durante o exercício ou apenas na recuperação, e ambas as situações podem ser consideradas anormais. A persistência na recuperação é um sinal de maior gravidade, mas não é um requisito para a anormalidade.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A depressão do ponto J durante o exercício não é diagnóstica de isquemia cardíaca significativa. A depressão do ponto J isolada pode ser um achado fisiológico, especialmente em taquicardia, e não é suficiente para o diagnóstico de isquemia. Para ser considerada isquêmica, a depressão deve persistir por 60-80 ms após o ponto J, com profundidade ≥ 1 mm.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O ponto J não é o ponto de referência isoelétrico apropriado a ser analisado no ECG. A referência isoelétrica correta é o segmento PR (ou a linha de base entre o fim da onda P e o início do QRS). O ponto J é apenas o ponto de partida para a medição do deslocamento do ST, não a linha de base.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A persistência da depressão de ST por 60 a 80 milissegundos após o ponto J é necessária para interpretar a resposta eletrocardiográfica como anormal. Esse é o critério clássico que diferencia a depressão isquêmica do segmento ST da depressão do ponto J isolada, que não é diagnóstica. A medição deve ser feita a partir do ponto J, e a depressão deve ser ≥ 1 mm (0,1 mV) em relação ao segmento PR.

Gabarito: letra E

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