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Questão de Medicina — Oncologia — VUNESP 2023

MedicinaOncologia
Código
vu079965
Banca
VUNESP
Órgão
TRF - 3ª REGIÃO
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário / Área: Apoio Especializado - Especialidade: Medicina (Clínica Geral)
Paciente de 71 anos foi diagnosticado com carcinoma de células escamosas do esôfago. Constitui o fator de risco reconhecido mais relevante para essa doença:
  1. Aalcoolismo.
  2. Bdoença do refluxo gastroesofágico.
  3. Cinfecção por Helicobacter pylori.
  4. Dobesidade.
  5. Euso crônico de bloqueadores anti-inflamatórios não hormonais.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — alcoolismo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Carcinoma de células escamosas do esôfago: fatores de risco

Gabarito: letra A. O alcoolismo (etilismo) é um fator de risco reconhecido e relevante para o carcinoma de células escamosas (CCE) do esôfago, juntamente com o tabagismo. A questão pede o fator de risco mais relevante para esse tipo histológico específico, e o alcoolismo é a alternativa que se alinha diretamente com essa associação, conforme a literatura médica.

O carcinoma de células escamosas do esôfago é um tipo de tumor que se origina no epitélio escamoso que reveste o esôfago. Diferentemente do adenocarcinoma, que se origina de células glandulares e está fortemente associado à doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e ao esôfago de Barrett, o CCE tem como principais fatores de risco o consumo crônico de álcool e o tabagismo. Esses agentes atuam como carcinógenos, promovendo inflamação crônica e dano ao DNA das células escamosas, o que pode levar à displasia e, eventualmente, ao câncer.

A distinção entre os fatores de risco do CCE e do adenocarcinoma é crucial. Enquanto o CCE está ligado a hábitos como etilismo e tabagismo, o adenocarcinoma está mais relacionado à obesidade, à DRGE e ao esôfago de Barrett. A obesidade, por exemplo, é um fator de risco para o adenocarcinoma, pois predispõe à DRGE e ao esôfago de Barrett, que são precursores desse tipo de tumor. Já a infecção por Helicobacter pylori está associada a linfoma MALT gástrico e a adenocarcinoma gástrico, não ao câncer de esôfago. O uso crônico de anti-inflamatórios não hormonais (AINEs) não é um fator de risco estabelecido para o CCE de esôfago; na verdade, alguns estudos sugerem um possível efeito protetor para certos tipos de câncer, mas não é um fator de risco.

A banca explora a confusão entre os fatores de risco do CCE e do adenocarcinoma. O candidato que não domina essa distinção pode ser levado a escolher a obesidade ou a DRGE, que são fatores de risco para o adenocarcinoma, mas não para o CCE. A chave é lembrar que o CCE está fortemente associado ao álcool e ao tabaco, enquanto o adenocarcinoma está associado ao refluxo e à obesidade.

Carcinoma de células escamosas do esôfago
  • 1Fatores de risco
    • Alcoolismo
    • Tabagismo
  • 2Não são fatores de risco
    • DRGE (adenocarcinoma)
    • Obesidade (adenocarcinoma)
    • H. pylori (câncer gástrico)
    • AINEs (sem associação)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O alcoolismo (etilismo) é um fator de risco reconhecido e relevante para o carcinoma de células escamosas do esôfago. O consumo crônico de álcool é um carcinógeno que aumenta o risco de neoplasias de cavidade oral, faringe, laringe, esôfago e fígado. No contexto do CCE de esôfago, o etilismo é um dos principais fatores de risco, juntamente com o tabagismo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é um fator de risco para o adenocarcinoma de esôfago, não para o carcinoma de células escamosas. A DRGE crônica pode levar ao esôfago de Barrett, que é uma metaplasia intestinal precursora do adenocarcinoma. A banca troca o tipo histológico: o refluxo está associado ao adenocarcinoma, enquanto o CCE está associado ao álcool e ao tabaco.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A infecção por Helicobacter pylori está associada ao linfoma MALT gástrico e ao adenocarcinoma gástrico, não ao câncer de esôfago. A banca explora a confusão com outras neoplasias do trato gastrointestinal, mas o H. pylori não é um fator de risco para o CCE de esôfago.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A obesidade é um fator de risco para o adenocarcinoma de esôfago, não para o carcinoma de células escamosas. A obesidade predispõe à DRGE e ao esôfago de Barrett, que são precursores do adenocarcinoma. A banca troca o tipo histológico: a obesidade está associada ao adenocarcinoma, enquanto o CCE está associado ao álcool e ao tabaco.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O uso crônico de bloqueadores anti-inflamatórios não hormonais (AINEs) não é um fator de risco para o carcinoma de células escamosas do esôfago. Na verdade, alguns estudos sugerem que os AINEs podem ter um efeito protetor para certos tipos de câncer, mas não são um fator de risco para o CCE. A banca oferece um distrator que não tem associação estabelecida com a doença.

Gabarito: letra A

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