A discriminação no uso de serviços de saúde ocorre em
situações nas quais o indivíduo percebe que foi tratado com
hostilidade, constrangimento, injustiça, desconfiança, rejeição, pena ou ostracismo pelo profissional de saúde ou prestador de serviço, devido a atributos individuais como idade,
cor da pele, sexo, aparência física ou outras características.
Os atos discriminatórios podem ocorrer de forma esporádica
ou sistemática, nas interações sociais de curta ou longa duração, por meio da evitação do contato físico, da recusa do
tratamento, de práticas negligentes ou de ações violentas.
Em 2013, dados da Pesquisa Nacional de Saúde revelaram que ao menos um em cada dez brasileiros adultos já havia se sentido discriminado nos serviços de saúde por algum
médico ou outro profissional de saúde, e a falta de dinheiro
(5,7%) e a classe social (5,6%) são os motivos reportados
com maior frequência. Entre os indivíduos com 50 anos e
mais, resultados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros revelaram prevalência de 11% nos relatos de
discriminação no uso de serviços de saúde em 2015. Além
disso, os autores também evidenciaram que os serviços de
saúde foram apontados como o local onde as experiências
discriminatórias ocorreram mais frequentemente em comparação com outros contextos.
As práticas discriminatórias são evidenciadas na forma
como os profissionais de saúde se comunicam e se comportam, como tomam decisões e na qualidade do cuidado que
ofertam. Essas experiências podem gerar falta de confiança
no sistema de saúde para o usuário e criar barreiras de acesso que culminam em insatisfação, falhas no tratamento, declínio na qualidade de vida e morte prematura. Para aqueles
com condições crônicas, situação comum entre adultos mais
velhos, o medo antecipado de vivenciar uma nova experiência discriminatória no uso de serviços de saúde pode reduzir
drasticamente a interação com o sistema de saúde e com os
provedores de serviço, prejudicando a promoção da saúde e
o manejo dessas e outras condições.
(Braga; Vaz; Silva; Machado; Friche. Discriminação percebida por adultos
mais velhos no uso de serviços de saúde: uma revisão integrativa.
Ciênc. saúde coletiva 28, Jan 2023).
Na frase, – Em 2013, dados da Pesquisa Nacional de Saúde revelaram que ao menos um em cada dez brasileiros adultos já havia se sentido discriminado nos serviços de saúde..., – o trecho em destaque pode ser substituído, de acordo com a norma-padrão de concordância verbal, por
Aque ao menos um em cada dez brasileiros adultos já tinham se sentido discriminados.
Bque ao menos 10% dos brasileiros adultos já havia se sentido discriminado.
Cque ao menos um décimo, entre os brasileiros adultos, já haviam se sentido discriminados.
Dque, a cada dez brasileiros adultos, ao menos um já tinha se sentido discriminado.
Eque, entre dez brasileiros adultos, ao menos um já tinham se sentido discriminados.
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GabaritoD — que, a cada dez brasileiros adultos, ao menos um já tinha se sentido discriminado.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Concordância verbal com a expressão "um em cada dez"
Gabarito: D. A expressão "um em cada dez brasileiros adultos" tem como núcleo do sujeito o numeral "um", que é singular. Portanto, o verbo deve permanecer no singular ("havia" / "tinha"). A única alternativa que preserva a concordância singular e a estrutura correta é a D, que reordena os termos sem alterar o sentido nem a correção gramatical.
No texto original: "que ao menos um em cada dez brasileiros adultos já havia se sentido discriminado..."
O núcleo do sujeito é "um", exigindo verbo no singular. A substituição deve manter essa concordância.
Alternativa
Sujeito (Núcleo)
Verbo (Singular/Plural)
Predicativo (Singular/Plural)
Correção Gramatical
A
"um" (singular)
"tinham" (plural) ❌
"discriminados" (plural) ❌
Incorreta
B
"10% dos brasileiros" (plural)
"havia" (singular) ❌
"discriminado" (singular) ❌
Incorreta
C
"um décimo" (singular)
"haviam" (plural) ❌
"discriminados" (plural) ❌
Incorreta
D
"um" (singular)
"tinha" (singular) ✅
"discriminado" (singular) ✅
Correta
E
"um" (singular)
"tinham" (plural) ❌
"discriminados" (plural) ❌
Incorreta
Alternativa A — ❌ Incorreta
"que ao menos um em cada dez brasileiros adultos já tinham se sentido discriminados."
Erro: O verbo "tinham" está no plural, mas o sujeito "um" é singular. A forma correta seria "tinha". Além disso, o predicativo "discriminados" no plural também não concorda com o sujeito singular.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"que ao menos 10% dos brasileiros adultos já havia se sentido discriminado."
Dois erros: (1) "10% dos brasileiros adultos" é um sujeito plural (porque "10%" é seguido de especificação no plural), então o verbo deveria ser "haviam" ou "tinham"; (2) o predicativo "discriminado" deveria concordar com o sujeito plural, sendo "discriminados". A banca considera que a concordância com porcentagem seguida de plural exige verbo no plural.
PEGA ESSA DICA!
Com porcentagem seguida de especificação (ex.: "10% dos alunos"), o verbo deve ir para o plural. Sem especificação (ex.: "10% faltou"), o singular é aceito.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"que ao menos um décimo, entre os brasileiros adultos, já haviam se sentido discriminados."
Erro: O sujeito é "um décimo" (singular), mas o verbo "haviam" está no plural. A concordância exige "havia". O predicativo "discriminados" também deveria ser singular.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"que, a cada dez brasileiros adultos, ao menos um já tinha se sentido discriminado."
Esta alternativa reestrutura a frase, mas mantém o núcleo do sujeito "um" e o verbo "tinha" no singular. A expressão "a cada dez" funciona como adjunto adverbial, e "ao menos um" é o sujeito. A concordância verbal está perfeita, e o predicativo "discriminado" também está no singular, correto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"que, entre dez brasileiros adultos, ao menos um já tinham se sentido discriminados."
Erro: O sujeito "um" é singular, mas o verbo "tinham" está no plural. Deveria ser "tinha". O predicativo "discriminados" também deveria ser singular.
Conclusão: A única alternativa que respeita a concordância verbal do sujeito singular "um" é a D, pois mantém o verbo no singular e o predicativo no singular. As demais cometem erro de concordância verbal, usando o plural indevidamente.
PEGA ESSA DICA!
Teste do 'nós'
Para achar o sujeito e a concordância verbal correta, substitua o sujeito por 'nós' — o verbo deve concordar com ele. Ajuda a resolver concordância em casos duvidosos.