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Questão de Português — Travessão — VUNESP 2023

PortuguêsTravessão
Código
vu080464
Banca
VUNESP
Órgão
CAMPREV - SP
Ano
2023
Nível
Superior
A respeito da maneira como o autor estabelece diálogos no interior da crônica, é correto afirmar que
  1. Ao travessão no primeiro parágrafo introduz uma reclamação feita por um leitor que não aguenta mais ler nos jornais crônicas que tratam dos diversos problemas da cidade.
  2. Bo trecho – Mas que posso fazer? –, no segundo parágrafo, é dirigido diretamente ao amigo mencionado e demonstra que o autor ficara contrariado com a crítica que recebera.
  3. Co autor, em – E olhem só que tipo de frase estou escrevendo! –, no último parágrafo, dirige-se diretamente aos leitores de sua crônica manifestando surpresa por aquilo que acabara de escrever.
  4. Da frase – Tome tenência, velho Braga. Deixe a nuvem, olhe para o chão –, no último parágrafo, é proferida pelo amigo do autor que o repreende por tratar de coisas abstratas em detrimento dos assuntos mais concretos.
  5. Eo autor, em – Não é verdade que as amendoeiras neste inverno deram um show luxuoso de folhas vermelhas voando no ar? –, no 3º parágrafo, introduz um diálogo com a jovem mencionada logo a seguir.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — o autor, em – E olhem só que tipo de frase estou escrevendo! –, no último parágrafo, dirige-se diretamente aos leitores de sua crônica manifestando surpresa por aquilo que acabara de escrever.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Diálogos no interior da crônica: uso do travessão

Gabarito: letra C. A alternativa C está correta porque o trecho “E olhem só que tipo de frase estou escrevendo!” é uma fala do autor dirigida diretamente aos leitores, manifestando surpresa pelo tom poético que acabara de empregar, conforme se lê no último parágrafo.

A questão avalia a compreensão de como o autor usa o travessão para indicar mudança de interlocutor. O comando pede “a respeito da maneira como o autor estabelece diálogos” – ou seja, quem fala para quem. Cada alternativa deve ser confrontada com o texto literal.

Alternativa A — ❌ Incorreta

O travessão no primeiro parágrafo introduz a fala de um amigo, não de um leitor: “A nuvem — Fico admirado como é que você, morando nesta cidade, consegue escrever uma semana inteira sem reclamar, sem protestar, sem espinafrar!”. Essa fala expressa admiração pelo fato de o autor não reclamar, e não uma reclamação de leitor sobre crônicas que tratam de problemas da cidade. A alternativa inverte o sentido e atribui um conteúdo que o texto não sustenta (contradiz o texto).

Alternativa B — ❌ Incorreta

No segundo parágrafo, a frase “Mas que posso fazer?” não está isolada por travessões no texto fornecido, e, mesmo que estivesse, ela é uma reflexão interna do autor, não uma pergunta dirigida ao amigo. O texto não indica que o autor ficou “contrariado com a crítica”; ele reconhece as razões do amigo (“Meu amigo está [...] grávido de razões”) e pondera. A alternativa extrapola ao acrescentar um sentimento não expresso.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

No último parágrafo, o autor escreve: “E olhem só que tipo de frase estou escrevendo!”. O uso do imperativo “olhem” (terceira pessoa do plural) dirige-se claramente aos leitores, e a exclamação revela surpresa do próprio autor com o lirismo da frase anterior (“que se tinge um instante de púrpura sobre as cinzas de meu crepúsculo”). A passagem confirma que o autor estabelece um diálogo direto com o público, manifestando espanto metalinguístico. Ancoragem textual: “E olhem só que tipo de frase estou escrevendo!”.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A frase “Tome tenência, velho Braga. Deixe a nuvem, olhe para o chão” é proferida pelo próprio autor em um monólogo interior (ele se chama de “velho Braga”), e não pelo amigo. O texto não apresenta nenhuma marca de que outro personagem fale nesse trecho. A alternativa contradiz o texto ao atribuir a fala a um interlocutor inexistente.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A pergunta “Não é verdade que as amendoeiras neste inverno deram um show luxuoso de folhas vermelhas voando no ar?” é uma interrogação retórica dirigida ao leitor, e não um diálogo com a jovem mencionada logo a seguir. A jovem é introduzida depois (“há uma jovem gostando de mim?”), e a pergunta sobre as amendoeiras não estabelece interlocução com ela. A alternativa confunde os referentes e inventa uma interação inexistente.

Conclusão: apenas a alternativa C descreve corretamente o diálogo presente no texto.

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