Questão de Atualidades — Meio Ambiente, Sustentabilidade e Aquecimento Global na Atualidade — VUNESP 2023
Atualidades›Meio Ambiente, Sustentabilidade e Aquecimento Global na Atualidade
Código
vu080510
Banca
VUNESP
Órgão
EPC
Ano
2023
Nível
Superior
Após duas semanas de negociações, as autoridades comemoraram neste domingo [20 nov.] o fim da 27a Conferência do Clima da ONU, a COP27, que aconteceu no Egito.(G1. https://glo.bo/3XtnzBT. 20.11.2022)Dentre as determinações tomadas na Conferência, destaca-se a
Adecisão de atenuar as sanções aos países mais poluidores que geram os maiores impactos para as mudanças climáticas.
Bliberação gradual do uso do carvão mineral, combustível fóssil muito criticado como principal vilão do aquecimento global.
Cextinção do mercado internacional de carbono, considerado prejudicial à economia dos países industrializados.
Dcriação de um fundo para ajudar os países pobres que sofrem com os desastres causados pelas mudanças climáticas.
Erevisão da obrigatoriedade de substituir fontes de energia fósseis por fontes renováveis conforme o Acordo de Paris.
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GabaritoD — criação de um fundo para ajudar os países pobres que sofrem com os desastres causados pelas mudanças climáticas.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
COP27 e o Fundo de Perdas e Danos
Gabarito: letra D. A principal determinação da COP27, realizada em Sharm El Sheikh (Egito) em novembro de 2022, foi a criação de um fundo para ajudar países pobres e vulneráveis a arcar com os prejuízos de desastres climáticos — o chamado "fundo de perdas e danos". As demais alternativas distorcem deliberadamente o que foi decidido na conferência.
A COP27 (27ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) foi marcada por negociações difíceis, especialmente entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. O ponto mais celebrado foi justamente o acordo para criar um fundo dedicado a "perdas e danos" — ou seja, para compensar financeiramente as nações mais pobres, que menos contribuíram historicamente para o aquecimento global, mas que sofrem de forma desproporcional com eventos extremos como enchentes, secas e furacões. Esse foi um avanço simbólico e concreto, pois pela primeira vez o tema entrou formalmente na agenda e no texto final de uma COP.
É importante distinguir a COP27 de outros marcos: o Acordo de Paris (2015) estabeleceu a meta de limitar o aquecimento global a bem menos de 2°C, idealmente 1,5°C, acima dos níveis pré-industriais. A COP26 (Glasgow, 2021) reforçou compromissos de redução de emissões. Já a COP27 não revisou o Acordo de Paris nem flexibilizou metas — ela avançou no mecanismo de financiamento climático, criando o fundo de perdas e danos.
A pegadinha da banca está em inverter o sentido das decisões: a COP27 não atenuou sanções, não liberou carvão, não extinguiu mercado de carbono e não revisou obrigações do Acordo de Paris. Pelo contrário, o movimento foi no sentido de ampliar a proteção climática e a solidariedade financeira com os mais vulneráveis.
1Paris: meta 1,5°C/2°C2015
2Glasgow: reforço de metas2021
3COP27: fundo de perdas e danos2022
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a COP27 decidiu "atenuar sanções aos países mais poluidores". Isso é o oposto do espírito da conferência: o objetivo é justamente pressionar os maiores emissores a reduzirem suas emissões, não aliviar sanções. Não houve qualquer decisão nesse sentido em Sharm El Sheikh.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que houve "liberação gradual do uso do carvão mineral". O carvão é o combustível fóssil mais poluente e o principal alvo das metas de descarbonização. A COP27, assim como as anteriores, reafirmou a necessidade de reduzir o uso do carvão, não de liberá-lo. A alternativa inverte completamente a direção da política climática.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Sustenta que a conferência decidiu "extinguir o mercado internacional de carbono". Na verdade, o mercado de carbono é um dos instrumentos previstos no Acordo de Paris (art. 6º) para viabilizar a redução de emissões, e a COP27 trabalhou para regulamentá-lo e operacionalizá-lo, não para extingui-lo. A alternativa confunde o mecanismo com seu oposto.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a decisão central e mais comemorada da COP27: a criação de um fundo para ajudar países pobres e vulneráveis a lidar com os desastres causados pelas mudanças climáticas. O "fundo de perdas e danos" foi o grande avanço da conferência, atendendo a uma reivindicação histórica dos países em desenvolvimento. A alternativa espelha exatamente esse resultado.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que houve "revisão da obrigatoriedade de substituir fontes fósseis por renováveis conforme o Acordo de Paris". A COP27 não revisou nem flexibilizou o Acordo de Paris — pelo contrário, reafirmou seus compromissos e buscou avançar na implementação. A alternativa sugere um retrocesso que não ocorreu.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre o que a COP27 decidiu e o que ela não decidiu. O candidato que sabe apenas que "a COP trata de clima" pode cair em alternativas que soam plausíveis, como a B (carvão) ou a E (Acordo de Paris). O diferencial é conhecer o resultado concreto: o fundo de perdas e danos. Memorize esse marco — ele é o fato mais cobrado sobre a COP27.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de conferências climáticas, foque no resultado principal de cada uma: Paris (2015) = meta de 1,5°C/2°C; Glasgow (2021) = reforço de metas e carvão; Sharm El Sheikh (2022) = fundo de perdas e danos. Se a alternativa falar em "revisar", "extinguir" ou "liberar" algo, desconfie — as COPs avançam, não retrocedem.