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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — VUNESP 2023

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
vu080722
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Sorocaba - SP
Ano
2023
Nível
Superior
Pela leitura do texto, pode-se concluir corretamente que, para o cronista, os pais devem
  1. Acompartilhar com os filhos os projetos que não conseguiram realizar, de maneira a incentivar os últimos a concretizá-los pelos genitores.
  2. Bomitir fatos de sua própria infância e adolescência, pois se comprovou que eles nada acrescentam para a formação das novas gerações.
  3. Cmostrar aos filhos que, há algumas décadas, os jovens rapidamente adquiriam autonomia, pois eram mais decididos a transformar fantasias em realidade.
  4. Dconstruir uma relação com os filhos pautada na cumplicidade e na franqueza acerca dos sucessos e dos fracassos.
  5. Ereconhecer o talento dos filhos, porém ainda preferir o autoritarismo ao total permissivismo no processo educativo.
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GabaritoD — construir uma relação com os filhos pautada na cumplicidade e na franqueza acerca dos sucessos e dos fracassos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise da crônica "Quando eu tinha a tua idade" – Moacyr Scliar

Gabarito: letra D. A crônica defende que os pais devem substituir a comparação geracional por um diálogo franco e cúmplice, compartilhando sonhos e fantasias, e não fatos de superioridade. A alternativa D sintetiza essa proposta ao mencionar "cumplicidade e franqueza acerca dos sucessos e dos fracassos", ideia que encontra amparo no último parágrafo do texto.

"Fale a uma criança sobre aquilo que você esperava ser; fale de suas fantasias: – Quando eu tinha a tua idade, meu filho, eu era criança como tu. E era bom."

Também: "São estes sonhos que devemos mobilizar como testemunhas de nosso diálogo com os jovens." A franqueza sobre sonhos (que podem não ter se realizado) e a cumplicidade do "era bom" embasam a conclusão.

Alternativa A — ❌ Incorreta

"compartilhar com os filhos os projetos que não conseguiram realizar, de maneira a incentivar os últimos a concretizá-los pelos genitores."

O texto defende compartilhar sonhos, mas não para que os filhos os realizem pelos pais. Essa finalidade é uma extrapolação – acrescenta uma motivação que o autor não menciona. O crônica diz apenas que os sonhos "jazem intactos" e devem ser "mobilizados como testemunhas de nosso diálogo", sem a ideia de delegação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"omitir fatos de sua própria infância e adolescência, pois se comprovou que eles nada acrescentam para a formação das novas gerações."

O texto não defende omissão; pelo contrário, sugere compartilhar sonhos. A afirmação de que "nada acrescentam" contradiz o texto, que valoriza o diálogo. Além disso, a palavra "comprovou" não tem respaldo – é opinião pessoal do examinador.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"mostrar aos filhos que, há algumas décadas, os jovens rapidamente adquiriam autonomia, pois eram mais decididos a transformar fantasias em realidade."

O autor ironiza essa visão com o trecho "Éramos o máximo?", e depois desconstrói mostrando que as circunstâncias eram diferentes: "a cidade era menor", "trabalhávamos – mas havia outra alternativa?". Não defende que os jovens de antes eram "mais decididos". A alternativa extrapola e distorce o tom do texto.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"construir uma relação com os filhos pautada na cumplicidade e na franqueza acerca dos sucessos e dos fracassos."

O texto conclui que o melhor é falar sobre sonhos (que incluem fracassos, já que a maioria "irrealizados") e sobre a infância como algo bom, criando um laço de igualdade e sinceridade. Passagens que sustentam: "São estes sonhos que devemos mobilizar como testemunhas de nosso diálogo" e "eu era criança como tu. E era bom." A palavra "cumplicidade" está implícita na ideia de compartilhar sonhos e fantasias.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"reconhecer o talento dos filhos, porém ainda preferir o autoritarismo ao total permissivismo no processo educativo."

O texto não menciona autoritarismo, permissivismo nem qualquer preferência educativa. O cronista critica a frase "Quando eu tinha a tua idade", mas não propõe extremos de disciplina. A alternativa tangencia o tema central (diálogo) e insere conceitos alheios ao texto.

Conclusão: A única alternativa inteiramente sustentada pelo texto é a D, que capta a essência da proposta do cronista: substituir a comparação arrogante por uma conversa franca e igualitária sobre sonhos e experiências.

Gabarito: letra D.

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