Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — VUNESP 2023
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Código
vu080842
Banca
VUNESP
Órgão
TCM-SP
Ano
2023
Nível
Fundamental
É correto afirmar que a menção à anedota do filósofo Diógenes coloca-se no texto como argumento
Abaseado em fato, para ilustrar, literalmente, a ideia de que atenienses desonestos não se expunham publicamente.
Bde autoridade, para ilustrar, academicamente, a ideia de que a corrupção dos atenienses era dissimulada.
Ccom base em raciocínio lógico, para demonstrar a tese segundo a qual a depravação moral não compensa.
Dbaseado no consenso, para demonstrar a tese segundo a qual a transgressão moral não tem limites temporais.
Eilustrativo, para o autor concluir, ironicamente, que nem todos os atenienses eram desonestos, por lhes faltar cacife.
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GabaritoE — ilustrativo, para o autor concluir, ironicamente, que nem todos os atenienses eram desonestos, por lhes faltar cacife.
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Função da anedota de Diógenes no texto
Gabarito: Alternativa E. A anedota do filósofo Diógenes é empregada como argumento ilustrativo e irônico para o autor concluir que nem todos os atenienses eram desonestos, pois lhes faltava “cacife” para serem corrompidos. Essa conclusão está explicitamente no último período do texto: “nem todos os atenienses possuíam cacife o bastante para vender a alma ao diabo.” A ironia reside no contraste entre a busca infrutífera de Diógenes por um homem honesto e a constatação de que muitos não eram desonestos por falta de oportunidade (não valia a pena suborná-los).
Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
A anedota não é apresentada como um fato literal; o próprio autor a qualifica como “fábula que não deve ser levada ao pé da letra”. Além disso, a ideia de que “atenienses desonestos não se expunham publicamente” não encontra respaldo no texto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Não se trata de um argumento de autoridade (não há citação de autoridade acadêmica) nem se afirma que a corrupção era “dissimulada”. O texto fala em depravação moral, mas não em dissimulação.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O raciocínio lógico está presente, mas a conclusão não é a de que “a depravação moral não compensa”. O autor usa a anedota para questionar a honestidade dos atenienses, concluindo que a falta de cacife os impedia de serem corrompidos, e não que a depravação não compensa.
PEGA ESSA DICA!
Alternativas que acrescentam uma “moral” ou “lição” que não está no texto geralmente são extrapolações. Apegue-se ao que o autor efetivamente escreveu.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O texto não menciona “consenso” nem “limites temporais” da transgressão moral. A anedota não é usada para demonstrar tese alguma sobre temporalidade.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Como visto, a anedota é ilustrativa (exemplifica a ideia de Diógenes) e o autor a utiliza para concluir, com ironia, que “nem todos os atenienses eram desonestos, por lhes faltar cacife”. A passagem final comprova:
“De qualquer modo, ponderemos: nem todos os atenienses possuíam cacife o bastante para vender a alma ao diabo.”
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta desviar a atenção do caráter irônico e da conclusão específica, oferecendo alternativas que atribuem à anedota funções genéricas (autoridade, fato, consenso). O segredo é localizar a conclusão do autor sobre a anedota no último parágrafo.