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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — VUNESP 2023

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
vu080843
Banca
VUNESP
Órgão
TCM-SP
Ano
2023
Nível
Fundamental
A afirmação do autor, segundo a qual “...se muitos prevaricam, o mesmo não pode ser dito de todos” apresenta-se como argumento para
  1. Acontestar a ideia de que há poucos ingênuos nas sociedades contemporâneas.
  2. Bcorroborar a afirmação de que a generalização é abusiva.
  3. Cconfirmar a tese de que o senso comum peca por ingenuidade.
  4. Ddestacar a propriedade do julgamento popular acerca da corrupção.
  5. Epropor a revisão de conceitos não assentados no imaginário da maioria.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — corroborar a afirmação de que a generalização é abusiva.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Argumento contra a generalização abusiva

Gabarito: Alternativa B. O autor afirma que "se muitos prevaricam, o mesmo não pode ser dito de todos" para corroborar a afirmação de que a generalização é abusiva. No texto, logo após dizer que a generalização é abusiva, ele pergunta "Por quê?" e responde: "Porque supõe que corromper-se seja um traço congênito dos homens. Ora, se muitos prevaricam, o mesmo não pode ser dito de todos." A relação é de causa e justificativa: a impossibilidade de estender a prevaricação a todos prova que a generalização é abusiva.

Alternativa A — ❌ Incorreta

"O senso comum propala que há poucos ingênuos na sociedade contemporânea."

O autor não contesta essa ideia; ele questiona a generalização de que "todo mundo tem um preço". A frase em análise é usada para atacar a generalização, não para negar a escassez de ingênuos. Erro: tangenciar o foco (fuga ao tema).

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"A generalização, porém, é abusiva. Por quê? Porque [...] se muitos prevaricam, o mesmo não pode ser dito de todos."

A passagem mostra que o argumento serve exatamente para corroborar (reforçar) a tese de que a generalização é abusiva. Inferência direta e ancorada.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O autor não afirma que o senso comum peca por ingenuidade; ele critica a generalização, mas não atribui ingenuidade ao senso comum. A palavra "ingenuidade" não aparece com esse sentido. Erro: extrapolar (acrescenta opinião não expressa).

Alternativa D — ❌ Incorreta

O autor não destaca a "propriedade" (correção/adequação) do julgamento popular; ao contrário, ele mostra que a generalização popular é abusiva. Erro: contradizer o texto (inverte a avaliação do autor).

Alternativa E — ❌ Incorreta

A proposta de revisão de conceitos não é mencionada no texto; o autor apenas argumenta contra a generalização, sem sugerir revisões conceituais. Erro: extrapolar (foge ao que o texto efetivamente defende).

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato fazendo parecer que o autor está contestando a existência de poucos ingênuos (alternativa A), mas o texto foca no ataque à generalização, não na contestação da afirmação inicial. A chave é perceber que a frase é uma justificativa para a tese de que "a generalização é abusiva".

PEGA ESSA DICA!

Antes de responder, localize no texto a que ideia a frase se liga. O conector "Ora" e a pergunta retórica "Por quê?" indicam que o trecho explica o motivo de a generalização ser abusiva.

Gabarito: Alternativa B

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