A frase está redigida em conformidade com a norma-padrão de concordância e regência em:
AO grupo de amigos, que sempre passam o Reveillón juntos, optou por não ir ao litoral na próxima virada.
BAo chegarmos a uma certa idade, é natural de que optemos por não assumirmos mais tantos compromissos.
CConvites para trabalhos extra devem ser feitos com muita antecedência, sobretudo os não-remunerados.
DPor falta de tato, houveram certas colocações inadequadas que levaram a palestrante responder negativamente.
EA autocobrança e o receio de magoar o outro pode nos colocar em situações que não gostaríamos de estar.
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GabaritoA — O grupo de amigos, que sempre passam o Reveillón juntos, optou por não ir ao litoral na próxima virada.
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Concordância e regência – análise das alternativas
Gabarito: letra A. A única alternativa plenamente de acordo com a norma-padrão de concordância e regência é a A, pois o verbo "optou" concorda com "O grupo" (singular), a oração relativa "que sempre passam" concorda com "amigos" (plural), e a regência "optou por não ir" está correta. As demais apresentam desvios graves.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"O grupo de amigos, que sempre passam o Reveillón juntos, optou por não ir ao litoral na próxima virada."
O sujeito "O grupo" é singular → verbo "optou" singular – OK.
O pronome relativo "que" retoma "amigos" (plural) → "passam" plural – OK.
"juntos" concorda com "amigos" (masculino plural) – OK.
Nenhum desvio.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Ao chegarmos a uma certa idade, é natural de que optemos por não assumirmos mais tantos compromissos."
Erro de regência: a estrutura "é natural de que" não é aceita na norma culta. O correto é "é natural que" (sem a preposição "de"). A expressão "ser natural" não pede "de".
Outro desvio: "optemos por não assumirmos" – usa-se o infinitivo não flexionado após preposição "por" quando o sujeito é o mesmo: "optemos por não assumir". O uso de "assumirmos" (infinitivo pessoal) pode ser tolerado, mas junto com o erro anterior, a frase fica comprometida.
Portanto, falha na regência.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Convites para trabalhos extra devem ser feitos com muita antecedência, sobretudo os não-remunerados."
Problema de concordância nominal: a palavra "extra", quando adjetiva, deve concordar em número com o substantivo a que se refere. O correto é "trabalhos extras". Embora haja uso invariável em alguns contextos, a norma-padrão exige a concordância.
Ambigüidade: "sobretudo os não-remunerados" pode referir-se a "convites" ou "trabalhos", mas gramaticalmente é aceitável. O principal é o desvio com "extra".
Logo, a alternativa não está integralmente conforme a norma.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Por falta de tato, houveram certas colocações inadequadas que levaram a palestrante responder negativamente."
Erro de concordância verbal: o verbo "haver" no sentido de "existir" é impessoal e deve ficar no singular: "houve", não "houveram".
Erro de regência: "levaram a palestrante responder" – falta a preposição "a" antes do infinitivo: "levaram a palestrante a responder". O verbo "levar" exige a preposição "a" quando indica movimento moral.
Duplo desvio.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"A autocobrança e o receio de magoar o outro pode nos colocar em situações que não gostaríamos de estar."
Erro de concordância verbal: sujeito composto "A autocobrança e o receio" (2 núcleos) exige verbo no plural: "podem" (e não "pode").
Regência problemática: na oração "situações que não gostaríamos de estar", o verbo "gostar" exige a preposição "de". A construção corrente seria "situações de que não gostaríamos" ou "situações em que não gostaríamos de estar". A frase apresenta uma mistura: "que" retoma "situações" sem a preposição adequada ("de que"). Há, portanto, desvio de regência. Mesmo que apenas o erro de concordância fosse suficiente, a alternativa já estaria errada.
Conclusão: A única que respeita integralmente a norma-padrão de concordância e regência é a alternativa A (gabarito).
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Teste do 'nós'
Para achar o sujeito e a concordância verbal correta, substitua o sujeito por 'nós' — o verbo deve concordar com ele. Ajuda a resolver concordância em casos duvidosos.