Questão de Português — Figuras de Linguagem — VUNESP 2024
Português›Figuras de Linguagem
Código
vu081519
Banca
VUNESP
Órgão
Câmara de Campinas - SP
Ano
2024
Nível
Médio
Cargo
Técnico de Transcrição
A produção de sentido no poema é estabelecida na relação entre bons e maus, formalizando a figura de linguagem denominada
Aantítese, por meio da qual se organizam informações de sentidos opostos.
Bparadoxo, já que explicita uma contradição no comportamento das pessoas.
Cmetonímia, com a substituição da ideia de abundância pelo uso de “nadar”.
Dhipérbole, reforçando a ideia de que todos podem viver os contentamentos.
Ecomparação, que explora as características comuns das diferentes pessoas.
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GabaritoA — antítese, por meio da qual se organizam informações de sentidos opostos.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Produção de sentido no poema de Camões
Gabarito: letra A. A figura de linguagem que organiza a oposição entre "bons" e "maus" é a antítese, definida como o contraste de ideias opostas. No poema, os bons "vi sempre passar / No mundo graves tormentos" enquanto os maus "vi sempre nadar / Em mar de contentamentos" — uma oposição clara entre sofrimento e prazer, reforçada pelo eu lírico que confessa ter sido mau e castigado. O texto-base sustenta diretamente essa relação.
"Os bons vi sempre passar / No mundo graves tormentos; / … / Os maus vi sempre nadar / Em mar de contentamentos."
O comando pede a figura que "formaliza" essa relação de sentidos opostos. A antítese é exatamente a figura de pensamento que trabalha com a contraposição de palavras ou ideias.
Figuras de linguagem: Antítese (✅) (Oposição de ideias, Bons × maus, Sofrimento × prazer); Paradoxo (❌) (Contradição na mesma ideia, "Silêncio ensurdecedor"); Metonímia (❌) (Substituição por proximidade, Autor/obra, parte/todo); Hipérbole (❌) (Exagero intencional, "Mar de contentamentos"); Comparação (❌) (Conectivo comparativo, "Como", "tal qual")
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A antítese está presente na oposição entre "bons" (que sofrem) e "maus" (que gozam). A alternativa descreve corretamente o recurso: "organiza informações de sentidos opostos". O poema inteiro se estrutura nesse contraste.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: troca de conceito. O paradoxo une termos contraditórios numa mesma ideia (ex.: "silêncio ensurdecedor"). Aqui não há uma afirmação aparentemente absurda, e sim a comparação contrastante entre dois grupos distintos. A banca confunde paradoxo com antítese.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: troca de conceito. Metonímia é a substituição de um termo por outro com relação de proximidade (autor pela obra, parte pelo todo). O vocábulo "nadar" não substitui nenhum termo; ele é usado em sentido figurado, mas a figura central do trecho não é a metonímia. A oposição entre bons e maus é que define o sentido.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: troca de conceito. Hipérbole é o exagero intencional ("mar de contentamentos" poderia ser uma hipérbole isolada), mas a questão focaliza a relação entre bons e maus, que é de oposição, não de exagero. O gabarito não se sustenta porque a hipérbole não explica o contraste estrutural do poema.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: troca de conceito. Comparação (símile) exige conectivo comparativo (como, tal qual). O poema não usa "como" ou "tal qual" para ligar bons e maus; apenas justapõe os dois quadros. A relação é de oposição, não de semelhança.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar antítese, procure pares de palavras ou ideias de sentido contrário (bom/mau, tormento/contentamento). Já o paradoxo reúne contradições num mesmo enunciado. Questão clássica que exige conhecer a definição de cada figura.