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Questão de Biomedicina - Análises Clínicas — Parasitologia — VUNESP 2024

Biomedicina - Análises ClínicasParasitologia
Código
vu082238
Banca
VUNESP
Órgão
HCFMUSP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residência Multiprofisisonal - Biomedicina Translacional
Quais dos seguintes parasitas possuem fêmea partenogenética?
  1. AAscaris lumbricoides.
  2. BTaenia solium.
  3. CAncylostoma duodenale.
  4. DSchistosoma mansoni.
  5. EStrongyloides stercoralis.
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GabaritoE — Strongyloides stercoralis.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Partenogênese em parasitas: Strongyloides stercoralis

Gabarito: letra E. O Strongyloides stercoralis é o único entre os listados que apresenta fêmea partenogenética — ou seja, fêmeas que se reproduzem sem fecundação, gerando prole diretamente de óvulos não fertilizados. Essa é uma característica marcante do ciclo de vida desse nematódeo, que alterna gerações de vida livre e parasitária, e é exatamente o que a alternativa correta explora.

A partenogênese é uma forma de reprodução assexuada em que o óvulo se desenvolve em um novo indivíduo sem ser fertilizado por um espermatozoide. No contexto da parasitologia, essa estratégia reprodutiva é observada em poucos helmintos de importância médica, e o Strongyloides stercoralis é o exemplo clássico. Diferentemente de outros nematódeos intestinais, como o Ascaris lumbricoides e os ancilostomídeos, que são dioicos (possuem sexos separados e reprodução sexuada obrigatória), o S. stercoralis apresenta um ciclo de vida complexo com duas linhagens: uma de vida livre no solo, com reprodução sexuada, e outra parasitária no intestino delgado humano, composta exclusivamente por fêmeas partenogenéticas.

Essas fêmeas parasitárias, alojadas na mucosa do intestino delgado, produzem ovos por partenogênese, que eclodem ainda no intestino e liberam larvas rabditoides. Essas larvas podem seguir dois caminhos: o ciclo direto (heterogônico), em que se transformam em larvas filarioides infectantes no solo, ou o ciclo indireto, em que dão origem a machos e fêmeas de vida livre que se reproduzem sexuadamente no ambiente. Essa versatilidade reprodutiva é um diferencial do Strongyloides e um ponto frequentemente cobrado em provas de parasitologia.

A banca explora justamente a confusão entre os ciclos de vida dos nematódeos intestinais. Enquanto Ascaris lumbricoides e Ancylostoma duodenale são dioicos e dependem de reprodução sexuada, o Strongyloides stercoralis se destaca pela partenogênese na fase parasitária. Já Taenia solium é um cestódeo hermafrodita (cada proglote possui ambos os sexos) e Schistosoma mansoni é um trematódeo de sexos separados, com a fêmea alojada no canal ginecóforo do macho. Guarde essa distinção: é ela que separa a alternativa correta das demais.

1Nematódeos dioicos (sexuada)
Ascaris lumbricoides
Ancylostoma duodenale
2Cestódeo hermafrodita
Taenia solium
3Trematódeo dioico
Schistosoma mansoni
4Nematódeo com fêmea partenogenética
Strongyloides stercoralis
Reprodução dos helmintos
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Reprodução dos helmintos: Nematódeos dioicos (sexuada) (Ascaris lumbricoides, Ancylostoma duodenale); Cestódeo hermafrodita (Taenia solium); Trematódeo dioico (Schistosoma mansoni); Nematódeo com fêmea partenogenética (Strongyloides stercoralis)

Alternativa A — ❌ Incorreta

O Ascaris lumbricoides é um nematódeo dioico, ou seja, possui machos e fêmeas distintos, e a reprodução é exclusivamente sexuada. A fêmea elimina ovos no ambiente após ser fecundada pelo macho, e não há qualquer forma de partenogênese no seu ciclo. A confusão aqui pode ocorrer com a alta prolificidade da fêmea (que elimina milhares de ovos por dia), mas isso não implica reprodução assexuada.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A Taenia solium é um cestódeo hermafrodita: cada proglote (segmento do corpo) contém tanto órgãos reprodutores masculinos quanto femininos, permitindo a autofecundação ou fecundação cruzada entre proglotes. Não se trata de partenogênese, pois há fecundação — apenas o indivíduo é capaz de produzir ambos os gametas. A partenogênese, por definição, dispensa a fecundação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O Ancylostoma duodenale é um nematódeo dioico, com reprodução sexuada obrigatória, assim como o Ascaris. Machos e fêmeas são morfologicamente distintos, e a fêmea só produz ovos após a cópula. Não há previsão de partenogênese no ciclo dos ancilostomídeos.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O Schistosoma mansoni é um trematódeo de sexos separados (dioico). A fêmea, mais alongada, vive alojada no canal ginecóforo do macho, onde ocorre a fecundação e posterior oviposição. A reprodução é sexuada, sem qualquer mecanismo partenogenético. A peculiaridade do casal permanente (macho e fêmea juntos) pode confundir, mas não se trata de partenogênese.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O Strongyloides stercoralis é o parasita que possui fêmea partenogenética na fase parasitária. As fêmeas que vivem na mucosa do intestino delgado humano se reproduzem por partenogênese, produzindo ovos que eclodem e liberam larvas sem necessidade de fecundação. Essa é uma característica única entre os helmintos intestinais listados e um diferencial biológico importante do parasita, responsável pela autoinfecção e pela cronicidade da estrongiloidíase.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a tendência de associar "fêmea" a "reprodução sexuada" — o que é verdade para a maioria dos nematódeos, mas não para o Strongyloides. O candidato que não conhece o ciclo de vida específico do parasita tende a marcar Ascaris ou Ancylostoma, que são os exemplos mais comuns de vermes intestinais. A chave é lembrar que a partenogênese é uma exceção notável, e o Strongyloides é o representante clássico dessa exceção entre os helmintos de importância médica.

Gabarito: letra EStrongyloides stercoralis é o único com fêmea partenogenética.

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