Afirmação correta sobre o narrador
Gabarito: letra B. O narrador afirma que os clientes confiam nos medicamentos, mas não têm condições de distinguir os autênticos dos adulterados, como se lê no trecho final: "os entrega depois a seres confiantes, inteiramente impossibilitados de aí discernir entre o bom e o mau, o nocivo e o benéfico." As demais alternativas acrescentam informações não sustentadas pelo texto.
Critério | Alternativa A | Alternativa B (✅) | Alternativa C | Alternativa D |
|---|
Sustentação no texto | Extrapola ("raras") | Literal (último período) | Acrescenta finalidade | Contradiz (despesas) |
Relação com o gabarito | ❌ Incorreta | ✅ Correta | ❌ Incorreta | ❌ Incorreta |
Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
O narrador realmente se explica sobre sua aversão, mas não menciona que tais práticas são "raras". O texto diz que ele perturbava os "bons negócios de pobres‑diabos", o que sugere que as fraudes não eram incomuns. A alternativa extrapola ao inserir "raras".
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Literalmente no último período: "a responsabilidade de quem ... os entrega depois a seres confiantes, inteiramente impossibilitados de aí discernir entre o bom e o mau, o nocivo e o benéfico." Os clientes se fiam (confiam) e não podem discriminar os autênticos dos adulterados.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O narrador investigava a pureza e qualidade dos produtos, mas o texto não afirma que ele fazia isso "de modo a corrigir-lhe eventuais problemas". Ele agia por hábito e responsabilidade, não necessariamente para corrigir a farmácia. A alternativa acrescenta uma finalidade não explicitada.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O texto afirma que "as despesas também não eram poucas", logo o narrador não estava isento de desgastes financeiros. Além disso, a "satisfação pessoal" não é mencionada; ele diz "Pouco me importa, entretanto, que não fizesse." A alternativa contradiz o texto ao falar em isenção financeira e acrescenta a ideia de satisfação.
Gabarito: letra B.