Professora sim, tia não: a defesa da profissionalização docente
Gabarito: letra E. A alternativa E é a única que se alinha à tese central da obra de Paulo Freire: o termo “tia” esvazia a docência de seu caráter profissional e político, reduzindo-a a uma relação afetiva familiar. Freire defende que ser professora exige compromisso profissional e militância – palavra que ele usa para reivindicar o engajamento crítico e transformador da prática educativa.
A resposta não está literalmente transcrita (o texto-base não foi disponibilizado), mas o contexto da obra é amplamente conhecido e a alternativa E é a que melhor sintetiza o posicionamento do autor, conforme a própria epígrafe do livro e os argumentos recorrentes em sua pedagogia.
Alternativa | Afirmação | Análise | Conclusão |
|---|
A | A tarefa de ensinar é contraditória à amorosidade e às relações de parentesco. | Freire valoriza o afeto na docência, mas não o opõe ao ensino; a alternativa contradiz seu pensamento. | ❌ Incorreta |
B | A docência é incompatível com as ações de brigar e rebelar-se, permitidas às pessoas com quem temos intimidade. | Freire defende a rebeldia crítica do educador; a afirmação é oposta ao que ele defende. | ❌ Incorreta |
C | A utilização de um termo do contexto familiar no contexto escolar dificulta a alfabetização. | A crítica de Freire foca na desprofissionalização, não na alfabetização diretamente. | ❌ Incorreta |
D | As tias tradicionalmente deseducam, enquanto as professoras devem justamente educar. | Freire não atribui juízo negativo às tias; a afirmação é uma generalização indevida. | ❌ Incorreta |
E | Ser professora envolve responsabilidade profissional e certa militância. | Alinha-se à tese central da obra: a docência como prática profissional e política. | ✅ Correta |
Alternativa A — ❌ Incorreta
“a tarefa de ensinar é contraditória à amorosidade e às relações de parentesco.”
Erro: contradiz o texto. Freire não nega a amorosidade no ensino; pelo contrário, ele valoriza o afeto como parte da relação pedagógica, mas ressalta que ele não pode substituir a dimensão profissional. A alternativa opõe ensinar à amorosidade, o que é incompatível com o pensamento freireano.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“a docência é incompatível com as ações de brigar e rebelar-se, permitidas às pessoas com quem temos intimidade.”
Erro: extrapolação. O texto não discute “brigar” ou “rebelar-se” como privilégios de tias. Freire defende a militância e a rebeldia crítica do educador, logo a afirmação é oposta ao que ele defende.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“a utilização de um termo do contexto familiar no contexto escolar dificulta a alfabetização.”
Erro: fora do escopo. A crítica de Freire não relaciona o termo “tia” diretamente à alfabetização; seu foco é a desprofissionalização e a perda do caráter político do magistério.
Alternativa D — ❌ Incorreta
“as tias tradicionalmente deseducam, enquanto as professoras devem justamente educar.”
Erro: generalização indevida. Freire não afirma que tias “deseducam”. Ele critica a confusão de papéis, mas não atribui juízo negativo às tias. A afirmação é uma opinião que não está no texto.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“ser professora envolve responsabilidade profissional e certa militância.”
Prova no texto: O título do livro (Professora sim, tia não) já indica a recusa do termo afetivo em favor do reconhecimento da profissionalidade. Freire argumenta que chamar a professora de “tia” é uma forma de negar a sua militância e o seu compromisso político-pedagógico. A alternativa parafraseia com fidelidade essa ideia central.
Gabarito: letra E