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Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — VUNESP 2024

MedicinaOrtopedia e Traumatologia
Código
vu084873
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Piracicaba - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Plantonista Ortopedista
17-Na classificação de Boyd para a pseudoartrose congênita da tíbia, qual tipo é extremamente raro e possui um neurofibroma intraósseo?
  1. AII.
  2. BIII.
  3. CVI.
  4. DIV.
  5. EV.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — VI.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Pseudoartrose congênita da tíbia: classificação de Boyd

Gabarito: letra C. Na classificação de Boyd para a pseudoartrose congênita da tíbia, o tipo VI é extremamente raro e caracteriza-se pela presença de um neurofibroma intraósseo. Essa é uma classificação específica da ortopedia pediátrica, que divide a afecção em seis tipos, sendo o tipo VI o único associado a essa lesão tumoral.

A pseudoartrose congênita da tíbia é uma condição rara e desafiadora, caracterizada pela não consolidação de uma fratura ou pela presença de uma deformidade que impede a formação de calo ósseo adequado, geralmente associada à neurofibromatose tipo 1. A classificação de Boyd, descrita em 1941, é uma das mais utilizadas para orientar o prognóstico e o tratamento, agrupando os casos conforme a morfologia da lesão, a presença de cistos, a esclerose óssea e a associação com outras anomalias.

Os seis tipos de Boyd são:

  • Tipo I: pseudoartrose com deformidade angular anterior e ausência de cistos ou esclerose significativa. É o tipo mais comum e com melhor prognóstico.

  • Tipo II: pseudoartrose com cistos ósseos pré-existentes, que podem se expandir e levar à fratura. O tratamento é mais difícil que no tipo I.

  • Tipo III: pseudoartrose associada a cistos e esclerose óssea, frequentemente com deformidade angular. O prognóstico é reservado.

  • Tipo IV: pseudoartrose com esclerose óssea extensa, sem cistos, e com medular obliterada. O tratamento é complexo e a consolidação é difícil.

  • Tipo V: pseudoartrose com fíbula associada, ou seja, há comprometimento tanto da tíbia quanto da fíbula, com deformidade e não consolidação em ambos os ossos.

  • Tipo VI: pseudoartrose com neurofibroma intraósseo, uma lesão tumoral benigna derivada das células da bainha neural, que impede a consolidação óssea. É o tipo mais raro e de tratamento mais desafiador.

A banca explora a memorização da classificação, cobrando especificamente a associação do tipo VI com o neurofibroma intraósseo. É uma questão de letra de lei, mas de uma classificação médica, não de um dispositivo legal. O candidato que não domina a classificação de Boyd pode confundir os tipos, especialmente os que envolvem cistos (II e III) ou esclerose (IV), mas a presença do neurofibroma é um marcador exclusivo do tipo VI.

Na prática clínica, o reconhecimento do tipo VI é importante porque o tratamento cirúrgico é ainda mais complexo, muitas vezes exigindo ressecção ampla da lesão e reconstrução com enxerto ósseo ou transporte ósseo. O prognóstico é reservado, com alta taxa de recidiva e necessidade de múltiplos procedimentos.

Guarde a associação: neurofibroma intraósseo = tipo VI de Boyd. É essa a chave que separa a alternativa correta das demais.

1pseudoartrose congênita da tíbia
2Tipo I
Deformidade angular anterior
Sem cistos/esclerose
3Tipo II
Cistos ósseos pré-existentes
4Tipo III
Cistos + esclerose
Deformidade angular
5Tipo IV
Esclerose extensa
Medular obliterada
6Tipo V
Fíbula associada
7Tipo VI
Neurofibroma intraósseo
Extremamente raro
Classificação de Boyd
LEVELsoulevel.com.br
Classificação de Boyd: pseudoartrose congênita da tíbia; Tipo I (Deformidade angular anterior, Sem cistos/esclerose); Tipo II (Cistos ósseos pré-existentes); Tipo III (Cistos + esclerose, Deformidade angular); Tipo IV (Esclerose extensa, Medular obliterada); Tipo V (Fíbula associada); Tipo VI (Neurofibroma intraósseo, Extremamente raro)

Alternativa A — ❌ Incorreta

O tipo II de Boyd é caracterizado pela presença de cistos ósseos pré-existentes, que podem levar à fratura e à pseudoartrose. Não há associação com neurofibroma intraósseo. A banca oferece esse tipo como distrator, pois os cistos são uma característica marcante e podem ser confundidos com outras lesões.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O tipo III de Boyd também apresenta cistos ósseos, mas associados a esclerose óssea e deformidade angular. Não há neurofibroma intraósseo. A presença de cistos e esclerose pode confundir o candidato, mas a associação com neurofibroma é exclusiva do tipo VI.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O tipo VI de Boyd é o único que apresenta neurofibroma intraósseo, sendo extremamente raro e de difícil tratamento. A presença dessa lesão tumoral impede a consolidação óssea e exige abordagem cirúrgica complexa. É a associação clássica cobrada em provas de ortopedia.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O tipo IV de Boyd é caracterizado por esclerose óssea extensa, sem cistos, e com obliteração do canal medular. Não há neurofibroma intraósseo. A esclerose é um achado importante, mas não é o marcador do tipo VI.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O tipo V de Boyd é caracterizado pela associação de pseudoartrose da tíbia com comprometimento da fíbula, ou seja, ambos os ossos da perna são afetados. Não há neurofibroma intraósseo. A presença de comprometimento da fíbula é o diferencial desse tipo, não a lesão tumoral.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os tipos de Boyd que apresentam cistos (II e III) e esclerose (IV), mas o neurofibroma intraósseo é exclusivo do tipo VI. O candidato que memoriza apenas as características mais comuns (cistos, esclerose) pode marcar um tipo errado. Lembre-se: neurofibroma = tipo VI.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar a classificação de Boyd, monte uma tabela mental associando cada tipo à sua característica principal: I (deformidade anterior), II (cistos), III (cistos + esclerose), IV (esclerose), V (fíbula associada) e VI (neurofibroma). Resolver questões que cobram essa classificação ajuda a consolidar a associação.

Gabarito: letra C — tipo VI de Boyd, associado a neurofibroma intraósseo.

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