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Questão de Medicina — Geriatria — VUNESP 2024

MedicinaGeriatria
Código
vu084907
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Piracicaba - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico de PSF - 20 Horas
No atendimento ambulatorial ou domiciliar de pessoas idosas na atenção primária, frequentemente encontram- -se distúrbios de marcha.Nesse cenário, a condição subjacente mais comumente identificada é:
  1. Aataxia sensorial.
  2. Bdoença de Parkinson.
  3. Chidrocefalia de pressão normal.
  4. Dmielopatia.
  5. Eosteoartrite.
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GabaritoE — osteoartrite.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Distúrbios de marcha no idoso: a causa mais comum na atenção primária

Gabarito: letra E. No idoso avaliado em ambulatório ou domicílio na atenção primária, a condição subjacente mais comumente identificada nos distúrbios de marcha é a osteoartrite — a causa mais prevalente, muito à frente das causas neurológicas. A banca explora exatamente a confusão entre "causa mais comum" e "causa mais grave/específica": as alternativas neurológicas (ataxia, Parkinson, hidrocefalia, mielopatia) são causas importantes e clássicas, mas não são as mais frequentes nesse cenário.

O distúrbio de marcha no idoso é uma síndrome geriátrica multifatorial. A marcha normal depende da integridade de múltiplos sistemas — musculoesquelético, neurológico, vestibular, visual e proprioceptivo — e o envelhecimento impõe alterações fisiológicas em todos eles. Quando o idoso apresenta um distúrbio de marcha, o médico da atenção primária precisa investigar qual sistema está comprometido. Estudos epidemiológicos e diretrizes de geriatria apontam que, na prática ambulatorial, as causas musculoesqueléticas — sobretudo a osteoartrite de joelhos e quadris — são as mais prevalentes. A dor, a rigidez articular e a deformidade levam a um padrão de marcha antálgica, com redução da velocidade, encurtamento do passo e maior risco de quedas.

As causas neurológicas, embora frequentemente lembradas, são menos comuns na população geral de idosos com distúrbio de marcha. A doença de Parkinson, por exemplo, tem prevalência de 1 a 2% em maiores de 60 anos — significativa, mas muito inferior à da osteoartrite, que afeta a maioria dos idosos. A hidrocefalia de pressão normal é uma entidade clássica, mas rara. A mielopatia e a ataxia sensorial também são causas menos frequentes. A chave da questão está em distinguir prevalência (o que é mais comum) de especificidade (o que é mais característico).

Na prática, o raciocínio clínico na atenção primária segue uma hierarquia: primeiro se afastam as causas mais comuns e tratáveis (musculoesqueléticas, como osteoartrite), depois as neurológicas. O exame físico é fundamental: a inspeção da marcha, a avaliação articular, o teste de força, a propriocepção e o equilíbrio. A osteoartrite é diagnosticada clinicamente, com dor à movimentação, crepitação, redução da amplitude articular e dor à palpação da interlinha articular. É uma condição extremamente prevalente, crônica e progressiva, que impacta diretamente a mobilidade e a qualidade de vida do idoso.

A pegadinha desta questão é a tentação de escolher uma causa neurológica "clássica" de distúrbio de marcha, como a doença de Parkinson ou a hidrocefalia de pressão normal. O candidato que memoriza as tríades e os padrões de marcha típicos pode ser levado a essas alternativas. No entanto, a pergunta é objetiva: qual a condição mais comumente identificada? A resposta é a osteoartrite, por sua altíssima prevalência na população idosa. Guarde este critério: em questões de atenção primária, a resposta para "mais comum" quase sempre é uma condição de alta prevalência, não a mais específica ou grave.

Distúrbio de marcha no idoso
  • 1Causas musculoesqueléticas
    • Osteoartrite (mais comum)
      • Dor, rigidez, deformidade
      • Marcha antálgica
  • 2Causas neurológicas (menos comuns)
    • Doença de Parkinson
      • Marcha festinante
    • Hidrocefalia de pressão normal
      • Tríade de Hakim-Adams
    • Mielopatia
      • Espasticidade, hiperreflexia
    • Ataxia sensorial
      • Romberg positivo
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A ataxia sensorial é um distúrbio de marcha de causa neurológica, caracterizado por base alargada, piora com os olhos fechados (sinal de Romberg positivo) e perda da propriocepção. É uma causa importante, mas não é a mais comum em idosos na atenção primária. A banca a inclui como distrator neurológico clássico.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A doença de Parkinson é uma causa neurológica relevante de distúrbio de marcha, com padrão característico (marcha festinante, passos curtos, redução do balanço dos braços). Porém, sua prevalência (1-2% em maiores de 60 anos) é muito inferior à da osteoartrite. É um distrator forte, pois é uma causa "clássica" e bem conhecida.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A hidrocefalia de pressão normal (HPN) é uma causa clássica de distúrbio de marcha, com a tríade de Hakim-Adams (apraxia da marcha, incontinência urinária e demência). No entanto, é uma condição rara em comparação com a osteoartrite. A banca a inclui por ser uma causa "memorável" e específica, mas não é a mais prevalente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A mielopatia (compressão da medula espinhal, geralmente por estenose cervical) causa um distúrbio de marcha com espasticidade, hiperreflexia e sinal de Lhermitte. É uma causa importante, mas menos comum que a osteoartrite. A banca a usa como distrator neurológico.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A osteoartrite é a condição mais comumente identificada como causa subjacente de distúrbios de marcha em idosos na atenção primária. É uma doença degenerativa das articulações, altamente prevalente, que causa dor, rigidez e deformidade, levando a um padrão de marcha antálgica. O diagnóstico é clínico, e o tratamento envolve analgesia, fisioterapia, exercícios e, em casos selecionados, cirurgia. A banca cobra o conhecimento epidemiológico: a causa mais comum é musculoesquelética, não neurológica.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de atenção primária, quando a pergunta for "qual a causa mais comum", priorize as condições de alta prevalência na população — como a osteoartrite — em vez das causas mais específicas ou "clássicas" de cada especialidade. As causas neurológicas são importantes, mas menos frequentes. Essa distinção entre prevalência e especificidade é um padrão recorrente em provas de geriatria e medicina de família.

Gabarito: letra E

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