Questão de Medicina — Oftalmologia — VUNESP 2024
- Código
- vu084916
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- Prefeitura de Piracicaba - SP
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico de PSF - 20 Horas
- AGravidez.
- BInfecção.
- CLeucemia.
- DPiúria.
- ERetinoblastoma.
GabaritoE — Retinoblastoma.
Gabarito: letra E. A leucocoria — pupila de reflexo branco — é classicamente associada ao retinoblastoma, tumor maligno da retina da infância, sendo este o diagnóstico mais temido que deve ser lembrado diante desse sinal (conceito de oftalmologia). As demais alternativas (gravidez, infecção, leucemia, piúria) não são causas de leucocoria.
A leucocoria é um sinal clínico, não uma doença: significa que, ao examinar o olho, a pupila apresenta um reflexo esbranquiçado em vez do reflexo vermelho normal. Isso ocorre quando algo dentro do olho reflete a luz de forma anômala — um tumor, uma catarata, um descolamento de retina, entre outros. O retinoblastoma é o exemplo mais importante e o mais grave, pois é um tumor maligno que, se não tratado precocemente, pode levar à perda do olho e até à metástase. Por isso, diante de uma criança com leucocoria, a primeira hipótese a ser investigada com urgência é o retinoblastoma.
A banca explora exatamente o conhecimento do sinal clássico: leucocoria é um achado do exame ocular, não uma manifestação sistêmica. As alternativas A, B, C e D são condições gerais que não têm relação direta com o reflexo pupilar branco. A letra E é a única que nomeia uma doença ocular capaz de produzir esse sinal.
Leucocoria: condição em que a pupila aparece branca (catarata, retinoblastoma e outros).
O retinoblastoma é um tumor maligno da retina, típico da infância, e a leucocoria é o seu sinal mais característico — muitas vezes percebido pelos pais como um "brilho branco" no olho da criança, visível em fotos com flash. Outras causas de leucocoria incluem catarata congênita, doença de Coats, persistência do vítreo primário hiperplásico e retinopatia da prematuridade, mas nenhuma delas está entre as alternativas.
A gravidez é uma condição fisiológica que não causa leucocoria. Não há mecanismo pelo qual a gestação produza reflexo pupilar branco. O distrator tenta confundir com condições oculares da gestação (como alterações de refração ou retinopatia hipertensiva), mas nenhuma delas gera leucocoria.
Infecção, de forma genérica, não é causa de leucocoria. Embora infecções oculares possam causar opacidades (como endoftalmite ou toxocaríase), o termo "infecção" sem especificação não corresponde a uma causa clássica do sinal. A banca usa um termo amplo que não se sustenta como resposta.
Leucemia é uma neoplasia hematológica que pode ter manifestações oculares (como hemorragias retinianas ou infiltrados), mas não é causa de leucocoria. O distrator explora a palavra "tumor" — leucemia é um câncer, mas não da retina, e não produz reflexo pupilar branco.
Piúria é a presença de pus na urina, um achado do exame de urina, completamente alheio ao exame ocular. É um distrator absurdo, incluído apenas para testar se o candidato sabe que leucocoria é um sinal oftalmológico.
O retinoblastoma é o tumor maligno da retina da infância e a causa mais clássica e importante de leucocoria. O reflexo branco pupilar ocorre porque o tumor reflete a luz de forma anômala. É o diagnóstico que deve ser lembrado e investigado com urgência diante de leucocoria em crianças.
Na prova, ao ver "leucocoria", lembre-se automaticamente de retinoblastoma — é a associação mais cobrada. As outras causas (catarata congênita, doença de Coats) aparecem como distratores em questões mais específicas, mas o retinoblastoma é o clássico.
Gabarito: letra E
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