No trecho “Terremotos são muito mais frequentes em regiões onde placas diferentes se encontram…” (6o parágrafo), o vocábulo muito pertence à mesma classe de palavras que o destacado em:
ACertos cataclismos ocorreram na Terra muito antes de existir qualquer sinal de civilização.
BMuito do que se acreditava ser apenas um relevo atípico esconde uma história muito antiga.
CRequer-se muito estudo para conseguir determinar a idade geológica de certas formações.
DA intensa atividade das placas tectônicas moldou muito do relevo de lugares por onde passamos.
EHá descobertas que deixam pesquisadores com o sentimento de que eles já realizaram muito na vida.
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GabaritoA — Certos cataclismos ocorreram na Terra muito antes de existir qualquer sinal de civilização.
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Classe gramatical de "muito" — advérbio × pronome × adjetivo
Gabarito: letra A. O vocábulo "muito" no trecho original ("Terremotos são muito mais frequentes…") é um advérbio de intensidade, pois modifica o advérbio "mais". A única alternativa em que "muito" exerce a mesma função de advérbio é a A: "muito antes" — intensifica o advérbio "antes". As demais alternativas empregam "muito" como pronome indefinido (B, D, E) ou adjetivo (C).
Por que o "muito" original é advérbio?
No trecho do texto:
“Terremotos são muito mais frequentes em regiões onde placas diferentes se encontram…”
A palavra "muito" está ligada a "mais", que é um advérbio de intensidade, e o intensifica. Portanto, pertence à classe dos advérbios (especificamente, advérbio de intensidade). Sua função é modificar o sentido de outro advérbio.
Análise de cada alternativa
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Certos cataclismos ocorreram na Terra muito antes de existir qualquer sinal de civilização.
Aqui "muito" modifica o advérbio "antes" (tempo). Exerce a mesma função de advérbio de intensidade que no texto original. Classe idêntica.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Muito do que se acreditava ser apenas um relevo atípico esconde uma história muito antiga.
Há duas ocorrências de "muito":
O primeiro "muito" ("Muito do que…") é um pronome indefinido (equivale a "grande parte"), retomando um substantivo implícito.
O segundo ("história muito antiga") é advérbio, mas o destaque da alternativa se refere ao primeiro (é a palavra inicial). A banca considera a classe do vocábulo na ocorrência em que ele aparece no enunciado; aqui o primeiro "muito" é pronome, não advérbio. Erro: troca de classe.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Requer-se muito estudo para conseguir determinar a idade geológica de certas formações.
"muito" modifica o substantivo "estudo", concordando em gênero e número. É um adjetivo (ou determinante). Função diferente do advérbio original.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A intensa atividade das placas tectônicas moldou muito do relevo de lugares por onde passamos.
"muito" é pronome indefinido ("muito do relevo" = grande parte do relevo). Não é advérbio.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Há descobertas que deixam pesquisadores com o sentimento de que eles já realizaram muito na vida.
"realizaram muito" — "muito" funciona como pronome indefinido (equivale a "muitas coisas"), sendo objeto direto do verbo. Embora possa parecer advérbio de quantidade, a análise sintática mostra que é pronome substantivo. Não coincide com a classe do advérbio.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar a classe de "muito", observe a palavra que ele modifica:
Se modifica substantivo → adjetivo (ex.: "muito livro").
Se modifica verbo, adjetivo ou advérbio → advérbio (ex.: "correr muito", "muito bonito", "muito antes").
Se substitui um substantivo → pronome (ex.: "Muito foi feito").