Assinale a alternativa em que se expressa no poema ideia de causa.
AQuando você for-se embora (1º verso).
BSe acaso você não possa (4º verso).
Cme leve no coração (7º verso).
Dpor acaso me levar (9º verso).
Epor tanta coisa que leve (13º verso).
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GabaritoE — por tanta coisa que leve (13º verso).
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Causa no poema — identificação do valor semântico
Gabarito: letra E. A única alternativa em que se expressa ideia de causa é a que contém o verso "por tanta coisa que leve" (13º verso). A preposição "por" introduz a causa do fato de não poder levar no lembrar: é devido à existência de tantas coisas já presentes no pensamento. Como se lê no poema:
"E se aí também não possa / por tanta coisa que leve / já viva em seu pensamento, / moça de sonho e de neve, / me leve no esquecimento."
A conjunção "por" (preposição) estabelece uma relação causal entre a impossibilidade de ser lembrado e a plenitude do pensamento da amada. As demais alternativas expressam outras relações semânticas: tempo (A), condição (B e D) ou pedido sem causa (C).
Valor semântico de "por"
1Causa
"por tanta coisa que leve" (E) ✅
2Eventualidade
"por acaso me levar" (D) ❌
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Alternativa A — ❌ Incorreta
"Quando você for-se embora"
"Quando" é conjunção temporal. Indica o momento em que algo ocorre, não a causa. Erro: troca de conceito (tempo por causa).
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Se acaso você não possa"
"Se" é conjunção condicional. Expressa uma hipótese, não uma causa. Erro: troca de conceito (condição por causa).
Alternativa C — ❌ Incorreta
"me leve no coração"
É um pedido, sem qualquer conectivo que indique relação causal. Erro: troca de conceito (falta de relação por causa).
Alternativa D — ❌ Incorreta
"por acaso me levar"
A expressão "por acaso" indica eventualidade, possibilidade, não causa. Embora contenha a preposição "por", o sentido é de condição/eventualidade: "se por acaso". Erro: troca de conceito (eventualidade por causa).
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"por tanta coisa que leve"
A preposição "por" introduz a causa: a razão pela qual não se pode levar no lembrar é a existência de muitas coisas já no pensamento. O contexto mostra claramente a relação causal: "E se aí também não possa / por tanta coisa que leve / já viva em seu pensamento". Correta.
NÃO CAIA NESSA!
A banca utiliza "por acaso" (alternativa D), que também traz a preposição "por", mas com valor de eventualidade, não de causa. O aluno desatento pode confundir e marcar a D. A verdadeira causa está em "por tanta coisa que leve".