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Questão de Português — Significação Contextual de Palavras e Expressões. Sinônimos e Antônimos. — VUNESP 2024

PortuguêsSignificação Contextual de Palavras e Expressões. Sinônimos e Antônimos.
Código
vu086804
Banca
VUNESP
Órgão
SPTrans
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista de Comunicação Pleno
Leia o texto para responder à questão.

Destruição criativa 2.0

    Não compro muito a ideia de que a inteligência artificial vai destruir o mundo. Digo-o não porque tenha conhecimento privilegiado do porvir, mas porque sei que, diante do novo, nossa tendência é sempre a de exagerar os perigos. Quem quiser uma confirmação empírica disso pode pegar nas coleções de jornais os artigos catastrofistas dos anos 1970 e 1980 que mencionavam o advento dos bebês de proveta, que hoje não despertam mais polêmica.
    Daí não decorre que devamos tratar a inteligência artificial com ligeireza. É uma mudança tecnológica de enorme potencial e que terá impactos, em especial sobre o empreg o. Já vimos antes a chamada destruição criadora em ação. Mas, ao que tudo indica, desta vez, a aniquilação de postos de trabalho se dará em escala maior e atingirá também funções criativas ocupadas pelas elites intelectuais, que foram poupadas em viragens tecnológicas anteriores.
    O quadro geral, porém, talvez não seja dos piores. Economistas de diferentes correntes anteviram um mundo em que as mudanças tecnológicas avançariam tanto que resolveriam o problema econômico da humanidade, isto é, as máquinas produziriam sozinhas e de graça tudo o que necessitamos, de comida a bens industrializados, passando por vários tipos de serviço. A dificuldade é que, como isso não vai acontecer da noite para o dia, devemos esperar uma transição complicada. E complicada não apenas em termos econômicos e sociais, mas também psicológicos.
    Quando conhecemos uma pessoa, uma das primeiras perguntas que lhe dirigimos é “o que você faz?”. Vivemos em sociedades em que os indivíduos se definem em larga medida por sua profissão. Tirar isso deles pode provocar um vazio existencial. É até possível que, com o problema econômico resolvido, passemos a extrair transcendência de outras atividades. Imagine um mundo de artistas. Mas isso vai exigir uma revolução anímica.

(SCHWARTSMAN, Hélio. Em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ helioschwartsman/2023/09/destruicao-criativa-20.shtml.
15.09.2023. Adaptado)
No trecho – … artigos catastrofistas dos anos 1970 e 1980 que mencionavam o advento dos bebês de proveta… (1º parágrafo) –, a expressão destacada pode, em conformidade com a norma-padrão, ser substituída por:
  1. Ase referiam no.
  2. Bfaziam alusão ao.
  3. Cdiziam respeito no.
  4. Dtraziam à baila do.
  5. Ealudiam no.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — faziam alusão ao.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Substituição de 'mencionavam o advento' – regência e sinonímia

Gabarito: letra B. A única alternativa que mantém o sentido e respeita a norma-padrão é B) faziam alusão ao, pois a expressão "fazer alusão a" exige a preposição a, e a contração ao (= a + o) é correta, assim como o verbo original "mencionar" rege objeto direto (sem preposição).

No texto:

… artigos catastrofistas dos anos 1970 e 1980 que mencionavam o advento dos bebês de proveta…

A expressão "mencionavam o advento" é formada por verbo transitivo direto + objeto direto. Para substituí-la, é preciso uma locução verbal equivalente que, além do sentido, obedeça à regência exigida.

Alternativa A — ❌ Incorreta

se referiam no — O verbo "referir-se" rege a preposição a (referir-se a algo), não em. O correto seria "se referiam ao". A forma "no" (em + o) rompe a regência. ❌ Erro: preposição inadequada (troca de regência).

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

faziam alusão ao — A locução "fazer alusão a" exige a preposição a. Com o artigo definido masculino singular, forma-se a contração ao. O sentido é equivalente a "mencionavam", e a regência está perfeita. ✅

Alternativa C — ❌ Incorreta

diziam respeito no — A expressão "dizer respeito a" também rege a, não em. O correto seria "diziam respeito ao". A forma "no" quebra a regência. ❌ Erro: preposição inadequada.

Alternativa D — ❌ Incorreta

traziam à baila do — "Trazer à baila" significa "mencionar, trazer à discussão", mas o complemento deve ser introduzido como objeto direto (sem preposição) ou, em alguns casos, com a preposição de quando seguido de substantivo que peça artigo? Na verdade, a construção padrão é "trazer à baila algo" (objeto direto). A forma do (de + o) é um erro, pois não há regência de "de" após "à baila" para o objeto direto. ❌ Erro: preposição inadequada e estrutura incorreta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

aludiam no — O verbo "aludir" também exige a preposição a (aludir a algo). O correto seria "aludiam ao". A forma "no" é inadmissível. ❌ Erro: preposição inadequada (troca de regência).


NÃO CAIA NESSA!

As alternativas usam expressões sinônimas, mas a banca testa o conhecimento de regência verbal (qual preposição cada termo exige). Trocar a preposição é o erro mais comum – e aqui todas as distratoras erram exatamente nisso.

PEGA ESSA DICA!

Antes de escolher, identifique a regência do verbo/locução original e da substituta. Verbos como "referir-se", "alusão", "dizer respeito", "aludir" pedem a; "trazer à baila" é transitivo direto (sem preposição).

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