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Questão de Português — Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro) — VUNESP 2024

PortuguêsFlexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro)
Código
vu086805
Banca
VUNESP
Órgão
SPTrans
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista de Comunicação Pleno
Leia o texto para responder à questão.

Destruição criativa 2.0

    Não compro muito a ideia de que a inteligência artificial vai destruir o mundo. Digo-o não porque tenha conhecimento privilegiado do porvir, mas porque sei que, diante do novo, nossa tendência é sempre a de exagerar os perigos. Quem quiser uma confirmação empírica disso pode pegar nas coleções de jornais os artigos catastrofistas dos anos 1970 e 1980 que mencionavam o advento dos bebês de proveta, que hoje não despertam mais polêmica.
    Daí não decorre que devamos tratar a inteligência artificial com ligeireza. É uma mudança tecnológica de enorme potencial e que terá impactos, em especial sobre o empreg o. Já vimos antes a chamada destruição criadora em ação. Mas, ao que tudo indica, desta vez, a aniquilação de postos de trabalho se dará em escala maior e atingirá também funções criativas ocupadas pelas elites intelectuais, que foram poupadas em viragens tecnológicas anteriores.
    O quadro geral, porém, talvez não seja dos piores. Economistas de diferentes correntes anteviram um mundo em que as mudanças tecnológicas avançariam tanto que resolveriam o problema econômico da humanidade, isto é, as máquinas produziriam sozinhas e de graça tudo o que necessitamos, de comida a bens industrializados, passando por vários tipos de serviço. A dificuldade é que, como isso não vai acontecer da noite para o dia, devemos esperar uma transição complicada. E complicada não apenas em termos econômicos e sociais, mas também psicológicos.
    Quando conhecemos uma pessoa, uma das primeiras perguntas que lhe dirigimos é “o que você faz?”. Vivemos em sociedades em que os indivíduos se definem em larga medida por sua profissão. Tirar isso deles pode provocar um vazio existencial. É até possível que, com o problema econômico resolvido, passemos a extrair transcendência de outras atividades. Imagine um mundo de artistas. Mas isso vai exigir uma revolução anímica.

(SCHWARTSMAN, Hélio. Em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ helioschwartsman/2023/09/destruicao-criativa-20.shtml.
15.09.2023. Adaptado)
No trecho – Digo-o não porque tenha conhecimento privilegiado do porvir… (1º parágrafo) –, a forma verbal tenha, no contexto em que foi empregada, está no mesmo modo e tempo que a destacada em:
  1. ANão faça tanto barulho!
  2. BEspero que fiquemos bem.
  3. CSeria bom que ele viesse.
  4. DEle não tinha muitos amigos.
  5. ENão venha aqui amanhã.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Espero que fiquemos bem.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Flexão verbal: modo subjuntivo presente

Gabarito: letra B.

A questão pede a alternativa em que o verbo destacado está no mesmo modo e tempo que "tenha" no trecho: Digo-o não porque tenha conhecimento privilegiado do porvir….

O verbo tenha está no modo subjuntivo, tempo presente (presente do subjuntivo). Isso porque a oração introduzida por "porque" tem sentido negativo ("não porque"), o que exige o subjuntivo.

Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

Não faça tanto barulho!

O verbo faça está na forma de presente do subjuntivo, mas empregado como imperativo negativo (modo imperativo). O modo é diferente do subjuntivo da frase original. A banca considera o modo de uso, não apenas a forma.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Espero que fiquemos bem.

O verbo fiquemos está no presente do subjuntivo (mesmo modo e tempo que "tenha"), em uma oração subordinada substantiva objetiva direta regida por "espero que". A correspondência é perfeita.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Seria bom que ele viesse.

O verbo viesse está no pretérito imperfeito do subjuntivo, tempo diferente do presente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Ele não tinha muitos amigos.

O verbo tinha está no pretérito imperfeito do indicativo, modo e tempo diferentes.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Não venha aqui amanhã.

O verbo venha está na forma de presente do subjuntivo, mas empregado como imperativo negativo (modo imperativo). O modo de uso é diferente do subjuntivo, assim como na alternativa A.

PEGA ESSA DICA!

Preste atenção ao contexto de emprego do verbo. Formas como "faça" e "venha" em ordens negativas são consideradas imperativas pela gramática tradicional, embora a forma coincida com o subjuntivo. A questão cobra o modo e tempo efetivamente usados na frase.

Conclusão: A única alternativa em que o verbo está no mesmo modo subjuntivo e tempo presente que "tenha" é a alternativa B.

Gabarito: letra B

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