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Questão de Economia — Desenvolvimento Econômico — VUNESP 2024

EconomiaDesenvolvimento Econômico
Código
vu087222
Banca
VUNESP
Órgão
Spcine - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Gestor de Desenvolvimento Econômico I
O Plano de Diretrizes e Metas do Audiovisual – PDM acaba de ser revisto e busca soluções de longo prazo diante de uma trajetória em que praticamente todos os indicadores econômicos do audiovisual apresentaram retração (2013-2022). A análise dos dados mostra uma queda significativa nos indicadores de emprego, empresas ativas, renda do trabalho e valor adicionado no setor audiovisual. Essa retração persiste mesmo quando excluído o impacto direto da pandemia, evidenciando a necessidade de políticas robustas para revitalizar o setor e a proposição de uma estratégia de desenvolvimento industrial. Cabe destacar que, para além da pandemia, o Brasil como um todo foi impactado por um período de forte retração do seu PIB entre 2015 e 2016.(Portela, G., Reflexões sobre o Plano de Diretrizes e Metas 2025-2034 para o Audiovisual Brasileiro, Tela Viva, 20.09.2024)Aponte um argumento que contribuiu para os limites do desenvolvimento econômico do audiovisual brasileiro no período 2013-2022.
  1. AO foco quase exclusivo em editais para produção enquanto política audiovisual e o aumento do número de filmes não garantem maior alcance social ou impacto econômico necessários para o pleno desenvolvimento industrial do setor. Apenas destinar recursos para a produção não aumenta o alcance e o impacto socioeconômico do audiovisual brasileiro.
  2. BA cultura brasileira é excessivamente aberta a influências estrangeiras e nunca foi possível criar um público fiel, o que é agravado pelos problemas de má distribuição de renda, baixo nível educacional e aversão entre os empresários a investir em cultura.
  3. CEmbora tenham ocorrido investimentos no passado, a indústria do audiovisual brasileiro nunca alcançou os níveis de excelência tecnológica necessários para produzir obras de referência, o que é comprovado pelo número reduzido de premiações internacionais.
  4. DEmbora o brasileiro seja naturalmente sociável e frequente espaços públicos como praças e shopping centers, os ingressos de cinema ainda são muito caros, e a juventude prefere formas de entretenimento mais leves e rápidas ou então a socialização em bares, restaurantes e praias.
  5. EObstáculos de ordem macroeconômica como as taxas de juros altas em termos reais, a desvalorização cambial e a má distribuição de renda são obstáculos estruturais que são impossíveis superar com políticas setoriais.
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GabaritoA — O foco quase exclusivo em editais para produção enquanto política audiovisual e o aumento do número de filmes não garantem maior alcance social ou impacto econômico necessários para o pleno desenvolvimento industrial do setor. Apenas destinar recursos para a produção não aumenta o alcance e o impacto socioeconômico do audiovisual brasileiro.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Limites do desenvolvimento econômico do audiovisual brasileiro (2013-2022)

Gabarito: letra A. O argumento central é que a política focada exclusivamente em editais de produção, sem considerar a distribuição, exibição e formação de público, gera aumento no número de filmes, mas não garante alcance social ou impacto econômico para o desenvolvimento industrial do setor. Esse diagnóstico está alinhado com a crítica à "substituição de importações" aplicada ao audiovisual: produzir mais não basta se o mercado e a cadeia de valor não se fortalecem.

Alternativas

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa identifica corretamente que a ênfase em editais de produção, sem contrapartidas de distribuição e consumo, limita o desenvolvimento econômico. No período 2013-2022, os indicadores de emprego, empresas ativas, renda e valor adicionado caíram. A simples injeção de recursos na produção não gera os encadeamentos produtivos necessários para uma industrialização robusta, conforme discutido na literatura sobre política industrial.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que a cultura brasileira é "excessivamente aberta a influências estrangeiras" e que nunca foi possível criar um público fiel. Essa visão é determinista e não reflete a realidade: o Brasil possui um mercado cultural diversificado e houve períodos de crescimento do consumo de audiovisual nacional. O argumento ignora fatores estruturais como distribuição e acesso, além de generalizar de forma infundada.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Sustenta que o setor "nunca alcançou níveis de excelência tecnológica" e cita o número reduzido de premiações internacionais. A conquista de prêmios não é medida exclusiva de desenvolvimento econômico; além disso, o Brasil já obteve reconhecimento internacional (por exemplo, no cinema e em animações). O argumento é reducionista e não explica a retração econômica no período.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Menciona o preço dos ingressos e a preferência por outras formas de lazer como causa. Embora esses fatores possam influenciar o consumo, não são o principal limite estrutural para o desenvolvimento industrial do audiovisual. A queda nos indicadores econômicos do setor entre 2013-2022 não pode ser atribuída exclusivamente a hábitos de consumo, mas sim a falhas de política pública e financiamento.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Lista obstáculos macroeconômicos (juros altos, desvalorização cambial, má distribuição de renda) e afirma que são "impossíveis de superar com políticas setoriais". Essa visão é derrotista e contraria exemplos históricos de políticas industriais bem-sucedidas, como o Plano de Metas de JK ou o II PND, que atuaram justamente sobre gargalos setoriais. A impossibilidade declarada é exagerada e não condiz com a possibilidade de intervenção estatal coordenada.

Gabarito: letra A.

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