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Questão de Direito Constitucional — Administração Pública – Disposições Gerais e Servidores Públicos — VUNESP 2024

Direito ConstitucionalAdministração Pública – Disposições Gerais e Servidores Públicos
Código
vu087369
Banca
VUNESP
Órgão
TJ-SP
Ano
2024
Nível
Médio
Cargo
Escrevente Técnico Judiciário
Nos termos da Constituição Federal, a respeito da aposentadoria por incapacidade permanente para o trabalho do servidor abrangido por regime próprio de previdência social, na forma da lei do respectivo ente federativo, é correto afirmar que
  1. Aela ocorrerá mesmo que o servidor seja suscetível de readaptação e que ele opte pela inatividade, com proventos proporcionais.
  2. Bela acarreta a disponibilidade do servidor, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, mas que, oportunamente, poderá ser aproveitado em outro cargo.
  3. Cserão obrigatórias avaliações periódicas sobre as condições da sua concessão, se insuscetível a readaptação.
  4. Dnão poderá, uma vez concedida, submeter o servidor beneficiário a novas avaliações sobre as condições que ensejaram a sua concessão.
  5. Eacarretará a perda de vínculo de segurado do servidor, que ficará desobrigado do recolhimento das contribuições da previdência social do respectivo ente federativo.
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GabaritoC — serão obrigatórias avaliações periódicas sobre as condições da sua concessão, se insuscetível a readaptação.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Aposentadoria por incapacidade permanente para o trabalho do servidor público

Gabarito: letra C. A aposentadoria por incapacidade permanente, nos termos do art. 40, §1º, I, da Constituição Federal, exige que o servidor seja insuscetível de readaptação e, uma vez concedida, impõe a obrigatoriedade de avaliações periódicas para verificar a continuidade das condições que a ensejaram. A alternativa C reproduz exatamente esse comando constitucional.

A questão exige conhecimento literal do dispositivo constitucional, com destaque para os requisitos e consequências da aposentadoria por incapacidade permanente. A banca explorou o erro comum de confundir institutos (disponibilidade) e inverter a regra de avaliação periódica.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a aposentadoria por incapacidade ocorreria mesmo que o servidor seja suscetível de readaptação. Isso contraria o texto constitucional, que condiciona a aposentadoria à hipótese de insuscetibilidade de readaptação. Se o servidor é suscetível, deve ser readaptado, não aposentado. Além disso, menciona proventos proporcionais, mas a Constituição não estabelece essa proporcionalidade para a aposentadoria por incapacidade (os proventos são calculados conforme lei do ente, não necessariamente proporcionais).

Alternativa B — ❌ Incorreta

Confunde a aposentadoria por incapacidade com a disponibilidade (art. 41, §3º, CF). A disponibilidade ocorre quando o cargo é extinto ou declarado desnecessário, colocando o servidor estável em disponibilidade com remuneração proporcional e possibilidade de aproveitamento em outro cargo. Já a aposentadoria por incapacidade é um benefício previdenciário definitivo, não uma situação de disponibilidade. A banca troca institutos para induzir ao erro.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Reproduz fielmente o art. 40, §1º, I, CF: "por incapacidade permanente para o trabalho, no cargo em que estiver investido, quando insuscetível de readaptação, hipótese em que será obrigatória a realização de avaliações periódicas para verificação da continuidade das condições que ensejaram a concessão da aposentadoria, na forma de lei do respectivo ente federativo". Portanto, a concessão está condicionada à insuscetibilidade de readaptação e, uma vez concedida, as avaliações periódicas são obrigatórias.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que não há possibilidade de novas avaliações, o que é o oposto do que determina a Constituição. A regra é exatamente a contrária: a avaliação periódica é obrigatória, justamente para verificar se as condições que motivaram a aposentadoria ainda persistem. Não há vedação a novas avaliações.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Alega que a aposentadoria por incapacidade acarreta a perda do vínculo de segurado e a desobrigação de contribuições. Na verdade, o aposentado por incapacidade permanece segurado do regime próprio de previdência (não perde o vínculo) e, nos termos da lei, pode haver contribuição sobre os proventos que superem o teto do RGPS (art. 40, §18, CF). Não há desobrigação automática. A perda do vínculo de segurado ocorre apenas em situações específicas (como falecimento), não com a aposentadoria.

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