V - - Assistente de Informática II - Edital nº 162
Assinale a alternativa em que a frase do texto foi reescrita em conformidade com a norma-padrão de concordância.
AHá poucas coisas que têm tanto a cara do Brasil quanto uma roda de choro. (1o parágrafo)
BCriada a partir da fusão de elementos e músicas estrangeiras, o choro surgiu no final do século 19, no Rio de Janeiro. (1o parágrafo)
CDesde meados de 1970, certos costumes das rodas de choro começou a ser questionado. (2o parágrafo)
DChegaram-se a rotular a presença feminina nesses ambientes como ‘auxiliar do marido’... (3o parágrafo)
EInúmeros desafios, como o rompimento com o casamento em uma época em que não havia divórcio, teve que ser enfrentados pela pianista. (4o parágrafo)
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — Há poucas coisas que têm tanto a cara do Brasil quanto uma roda de choro. (1o parágrafo)
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Reescrita e Concordância — Choro
Gabarito: letra A. A única alternativa que respeita a norma-padrão de concordância é a que reescreve o trecho do 1º parágrafo acrescentando "Há" sem desviar da estrutura correta. Todas as outras cometem erros de concordância verbal ou nominal.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Poucas coisas têm tanto a cara do Brasil quanto uma roda de choro." (original) "Há poucas coisas que têm tanto a cara do Brasil quanto uma roda de choro." (reescrita)
A reescrita mantém a concordância: o verbo "Há" (impessoal, no singular) é seguido pelo objeto direto plural "poucas coisas" — construção perfeitamente aceita na norma culta. A oração relativa "que têm" concorda com o antecedente plural "coisas". Nenhum desvio.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Criada a partir da fusão de elementos e músicas estrangeiras, o choro surgiu..."
No texto original, o particípio "criada" (feminino) refere-se a "uma expressão urbana" (feminino). Ao deslocar o termo para o início e ligá-lo diretamente ao sujeito "o choro" (masculino), a reescrita quebra a concordância. O correto seria "Criado" (masculino). Erro de concordância nominal (gênero do particípio).
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Desde meados de 1970, certos costumes das rodas de choro começou a ser questionado."
O sujeito "certos costumes" está no plural, mas o verbo "começou" está no singular e o particípio "questionado" também no singular. A forma correta seria "começaram a ser questionados" (plural). Erro de concordância verbal e nominal.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Chegaram-se a rotular a presença feminina nesses ambientes como ‘auxiliar do marido’..."
A construção original usa "chegou a ser rotulada" (voz passiva analítica). A reescrita emprega o pronome "se" como parte de uma locução verbal, mas o verbo "chegaram" no plural não se justifica — o sentido é impessoal ("chegou-se a rotular") ou, se houver sujeito indeterminado, deveria ser singular ("chegou-se"). O plural "chegaram-se" é inadequado, pois não há sujeito plural. Erro de concordância verbal.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Inúmeros desafios, como o rompimento com o casamento em uma época em que não havia divórcio, teve que ser enfrentados pela pianista."
O sujeito "inúmeros desafios" é plural, mas o verbo "teve" está no singular. Além disso, a locução "ser enfrentados" apresenta o verbo "ser" no singular concordando com o sujeito do infinitivo? A norma exige "tiveram que ser enfrentados" (plural) ou "tiveram que enfrentar". Erro de concordância verbal.
Conclusão: Somente a alternativa A preserva a concordância de acordo com a norma-padrão, razão pela qual é o gabarito.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.