Minhas janelas — ponto comum entre escritor e leitores
Gabarito: letra E. A crônica destaca a experiência de observar o mundo exterior pelas janelas, algo universal tanto para o escritor quanto para os leitores. O texto afirma: "Vi através de minhas janelas todas as formas inumeráveis da vida", mostrando que a janela é o meio de contato com o exterior. A crônica inteira gira em torno disso: o autor descreve o que viu de suas janelas e como isso é parte essencial da vida.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O texto não menciona fadiga ou desesperança com a velhice. O autor afirma: "não quero mais ir, quero ficar; não quero mais procurar, quero conhecer o que já encontrei", o que denota contentamento, não desesperança. Erro: extrapolação (acrescenta opinião não presente).
Alternativa B — ❌ Incorreta
O autor menciona que em sua infância "nunca olhei pela janela, mas fazia parte da paisagem" e fala de "moleques pobres e livres", mas não afirma que sua própria infância foi pobre e violenta. Há uma generalização indevida. Erro: generalização indevida.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O texto diz que ele mudou de casa, mas não que muda constantemente ou por preferir residências mais espaçosas. Ele diz "Morei em vários lugares" e "nos últimos anos, encontrei Ipanema e só tenho trocado de moradia no mesmo bairro", o que indica fixação recente. Erro: generalização indevida / extrapolação.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O autor mora em apartamento ("melhor peça deste apartamento") e não expressa preferência por casas antigas. Erro: contradiz o texto (ou extrapola).
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O texto inteiro gira em torno da observação pela janela. Desde o início: "instalar meus instrumentos de trabalho ao lado duma janela" até "Vi através de minhas janelas todas as formas inumeráveis da vida". A crônica estabelece esse ponto comum: todos têm janelas e podem observar o mundo exterior. Portanto, é a única alternativa plenamente sustentada.